Carta de Setúbal
A Carta de Setúbal, emitida em 26 de fevereiro de 2005 por 32 delegados clericais, 58 laicos e 15 observadores representando 35 paróquias da Diocese Anglicana do Recife (DAR), reafirma lealdade à Sé de Cantuária e à Comunhão Anglicana, enquanto suspende relações com a direção da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) devido a divergências doutrinárias sobre ordenações, ensinamentos contrários à Revelação Bíblica e ações unilaterais ilegais que criaram um cisma interno. O documento protesta contra resoluções da IEAB que suspendem o Bispo Diocesano Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, reconhece sua autoridade plena e apela aos Instrumentos de Unidade anglicanos por supervisão episcopal alternativa em estado de emergência. Destaca apoio global à causa, gratidão pela postura do Arcebispo de Cantuária e primazes do Sul Global, endosso ao Relatório de Windsor e rejeição ao revisionismo moral e inclusividade ilimitada promovidos pela IEAB, defendendo fidelidade às Sagradas Escrituras, tradição anglicana histórica e normas canônicas. Representando 90% da membresia diocesana, os delegados expressam solidariedade ao bispo, ao Conselho Diocesano e buscam soluções institucionais para superar o conflito, renovando compromisso missionário.