O Estandarte Christão - 04/1894

Versão Integral em Texto

O Estandarte Christão - 04/1894

J. W. MorrisW. C. BrownA. V. CabralWm. Cabell Brown1894

O ESTANDARTE CHRISTÃO

ORGAM DA EGREJA PROTESTANTE EPISCOPAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

VOL. II. ASSIGNATURA: POR ANNO 3$000 PORTO ALEGRE, ABRIL DE 1894 Arvorne o estandarte aos povos - Isaias 62:10. Ν. 4. PUBLICAÇÃO: UMA VEZ NO FIM DE CADA MEZ

Expediente Toda a correspondencia deve-se dirigir á caixa n.º 5. Toda a correspondencia deve-se dirigir á caixa dscriptorio da redacção acha-se no edi- ficio de solar Americana n. 387 Rua Volun- tarios da Patria. REDACTORES REVDOS. J. W. Morris W. C. Brown A. V. Cabral

Todas as pessoas que desejarem tomar assigna- tura d'este jornal dar-se-hão ao encommodo de nos remetter seu endereço que serão imme- diatamente attendidas. Os pagamentos poderão ser feitos pelo cor- reio.

N'esta redacção dão-se todas as informa- ções este redados, publicações evangelicas,

Relação dos Missionarios PORTO ALEGRE Revdos. W. C. Brown, Rua Independencia 41 J. W. Morris, Rua Independencia Es- quina João Telles Rev. A. V. Cabral, Diacono. Residencia: Caixa do Correio N.º 5. RIO GRANDE Revdo. L. L. Kinsolving, Residencia: 147 Rua 16 de Julho 147. Rev. Vicente Brande, Diacono. Residencia: General Camara 46. Caixa do Correio N.º 47. PELOTAS Revdo. J. G. Meem, Rev. Antonio M. de Fraga, Diacono. Residencia: N. 101 Rua Feliz da Cunha. Caixa do Correio N.º 114. RIO DOS SINOS Rev. Boaventura de Souza e Oliveira, Diacono, Residencia: Rua Riachuelo (antiga da Ponte) N. 126

O Espiritismo Sem nenhum desejo de fallar acremente d'aquelles que pretendem ser os confiden- tes dos espiritos superiores e estavam ha- bilitados a desvendar os segredos do futu- ro, conjurando os mortos, desejo, comtudo, emphaticamente protestar contra suas prac- ticas, porque ellas deshonram a Deus e estão em directa contradicção com Sua Santissima Palavra (á qual elles professam reverenciar), bem como destroem aquella liberdade com a qual Christo nos libertou, e subvertem toda a religião genuina. Os methodos do espiritismo moderno são tão analogos com os do antigo que torna- se necessario agora prevenir o povo como Moysés preveniu os Hebreos, e imitar aos prophetas que denunciavam taes practicas com justa indignação.

«Quando tiveres entrado na terra, que o Senhor teu Deus te ha de dar, guarda-te não queiras imitar as abominações d'aquellas gentes: Nem se acha entre vós quem pre- tenda pürificar seu filho ou filha, fazendo- os passar pelo fogo; nem quem consulte adivinhos ou observe sonhos e agouros, nem quem seja feiticeiro ou encantador, nem quem consulte aos Phythões ou adivinhos, nem quem indague dos mortos a verdade. Porque todas estas cousas abomina o Se- nhor, o por semelhantes maldades exter- minará elle estes povos á tua entrada: tu serás perfeito e sem mancha com o Senhor teu Deus. Estas nações, cujo paiz tu pos- suirás, ouvem os agoureiros e os adivinhos: tu porém foste instruido de outra sorte e pelo Senhor teu Deus.» Deut. 18:9-15.

No primeiro livro de Reis 28:525 vemos Saúl, o rei de Israel, desobedecendo Deus, consultando a prophetisa de Endor, e este procedimento por parte do rei foi considerado como uma directa violação do mandamento divino e assim castigado como achamos em I Paralipomenos 10:13 e 14: «Morreu pois Saúl por causa das suas ini- quidades, porque tinha prevaricado, e o não ti- nha observado: mas até tambem consultára uma Pythonissa, e não pozera a sua es- perança no Senhor: pelo que o matou, e transferiu o seu reino para David filho de Isai.>>>

No reinado do bom rei Josias, após mui- tos seculos de idolatria e maldade, durante os quaes muitas practicas contrarias á Pa- lavra de Deus tinham sido introduzidas, uma reforma foi instituida. O Livro da Lei foi descoberto no templo, onde tinha longo tempo ficado no esquecimento, e cu- ja descoberta determinou a abolição de to- das as practicas contrarias aos mandamen- tos de Deus, e entre outros a de consul- tar os espiritos familiares. «Aboliu tambem Josias os pythões e os adivinhos, e as fi- guras dos idolos, e as torpezas e as abo- minações, que tinha havido no paiz de Juda e de Jerusalem: para cumprir com as palavras da Lei» etc. IV Reis 23:24.

As passagens que venho de citar são amplamente sufficientes para convencer qualquer um que realmente deseja conhe- cer e obedecer á vontade de Deus, que deve-se abster absolutamente d'estas cousas, porém para aquelles que desejam mais in- formações sobre o ensino da Biblia n'este assumpto, addiciono as seguintes referencias: Deut. 13:1-6; IV Reis 17:13-18; Je- remias 27:9; Essquiel 13:6-9; Miquéas 3:6 e 7; Zacharias 10:2.

A' detida consideração de todos quero commetter o aviso do propheta Isaias so- bre a verdadeira fonte de conhecimento e luz: «Quando vós disserem: Consultae em segredo nos seus encantamentos: Acaso não consultará o povo ao seu Deus, ha de ir fallar com os mortos acerca dos vivos? Antes á lei e ao testemunho é que se de- ve recorrer.» Isaias 8:19 e 20.

Vêde tambem a parabola de Nosso Se- nhor especialmente os versiculos 29-31 do 16.º cap. do Evangelho segundo S. Lucas que res- ta assim: «Disse-lhe Abrahão: Elles lá teem Moysés e os prophetas: ouçam-os. Disse pois o rico: Não, pae Abrahão: mas se for a elles algum dos mortos, hão de arrepender- se. Porém Abrahão lhe respondeu: Se elles não dão ouvidos a Moysés e aos prophetas, tão pouco se persuadirão, ainda de nos fazermos mortos.>>>

A necromancia, que temos visto tão se- riamente reprehendida pela palavra de Deus, deve ser detestada entre um povo, abençoado com a revelação divina e guar- dado pela Providencia de Deus; porque não sómente concede ao demonio o que é devido a Deus, porém conduz a uma e a desconfiança na Providencia Divina, rompe em guerra com o governo de Deus e collo- ca as obras d'elle nas mãos dos demonios. O que carecemos não é da luz que se ob- tem consultando os espiritos, porém d'aquel- la que nós é concedida sufficientemente na Palavra Divina; porque esta trouxe á luz a vida e a immortalidade. Por sua luz sabemos que os nossos que em Jesus Christo deixaram este mundo, se bem que ausentes do corpo, estão presentes com o Senhor, Fortalecidos por suas palavras de esperan- ça podemos cantar com o Psalmista: «Tu me podes guiar com teu conselho e depois me receber em tua gloria.>>> «Estae sobre aviso, para que ninguem vós engane com philosophias e com os seus falazes sofismas, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Christo», (Col. 2:8) porém, muito ao contrario, «si- gamos o Senhor nosso Deus, e temamol-o, e guardemos os seus mandamentos, e ou- çamos a sua voz, e a elle nos unamos.>> (Dent. 13:4.) E para que estejamos ha- bilitados a assim fazer, estudemos e medi- temos diariamente a Palavra de Deus, to- memol-a não sómente como um guia, po- rém como o unico sufficiente», até o raiar do dia e o dissipar das trevas.>>>

Wm. Cabell Brown.

O Credo CAPITULO II. O Primeiro Artigo. Creio em Deus Pae Todo Poderoso, Criador do céo e da terra.

  1. O Credo principia, com o verbo no singular em vez do plural, para que cada pessoa sinta que está declarando a sua propria crença. Esta declaração de nossa fé quer dizer muito mais do que uma mera confissão, opinião ou assentimento da morte. Implica não somente que cremos que ha Deus, mas tambem que pômos toda a nossa segurança, esperança n'Elle, que nos fiamos sobre Elle, e adherimos a Elle.
  2. Creio em Deus. O primeiro artigo do Credo declara a existencia de Deus, uma verdade, que é a base de toda a religião (Hebreus 11:6), e á qual na ha seculo tão distante, nem paiz tão remoto, nem povo tão barbaro, que não tenham dado teste- munho por uma ou por outra forma.
  3. Pae. Ainda que haja só um Deus vivo e verdadeiro, na unidade da divinda- de, comtudo, ha Tres Pessoas, dos quaes a Primeira é Deus Pae. E' verdade que limilital-o á sua breve morada na terra em pessoa; revelar a nós Christo, sentado nos céos, não como um dos deuses do mundo pagão, indifferente aos interesses humanos, mas enthronizado Rei dos reis e Senhor no. Todas as cousas em torno de nós, em cima nos céos, em baixo na terra, e de baixo da terra não vieram a ser de si mesmos, nem subsistem de si mesmos. Do Seu infinito poder fez tudo por Seu Filho (Hebreos 1:2), e com Seu Espirito (Gene- ria 1:2), e tendo feito todas as cousas, sustenta-as e conserva-as pela Sua Provi- dencia. Elle regula os movimentos do sol, da lua, e das estrellas; dá ordem aos an- jos e archanjos, aos Cherubins e Seraphins (Psalmo 102: 20, 21); conta até os mesmos cabellos da nossa cabeça, e sem Elle nem um passarinho cairá sobre a terra (S. Matt. 10:29, 30; S. Lucas 21:18).

(Se continuará.)

Os Actos dos Apostolos Este segundo discurso, ou livro de S. Lucas (comp. Actos 1: 1 e S. Lucas 1:3) recorda a descida do Espirito Santo se- gundo a promessa do Pae, e a diffusão do Evangelho entre os Judeos e Gentios. Des- creve o que Christo, o cabeça invisivel da Egreja, faz pela instrumentalidade visivel, ou «actos» dos apostolos, que são os mi- nistros principaes d'elle. O titulo é «Actos dos Apostolos», e dois dos seus apostolos são escolhidos como mostras dos outros, e certos actos delles como mostras de seus trabalhos. Um d'elles, S. Pedro, foi cha- mado por Christo na terra; o outro, S. Paulo, foi chamado por Christo no céo. Aquelle tinha negado a Christo; este o ti- nha perseguido. Aquelle era um ignoran- te pescador da Galilea; este um douto Phariseu, educado em Jerusalem. Portan- to na escolha de SS. Pedro e Paulo como instrumentos especiaes da propagação do Evangelho de Christo, o seu poder é assi- gnaladamente manifesto e glorificado. O designio deste livro, pois, é fazer mais clara e mais comprehensiva nossa idea do ministerio de Christo; prohibir-nos limital-o á sua breve morada na terra em pessoa; revelar a nós Christo, sentado nos céos, não como um dos deuses do mundo pagão, indifferente aos interesses humanos, mas enthronizado Rei dos reis e Senhor no. Todas as cousas em torno de nós, em cima nos céos, em baixo na terra, e de baixo da terra não vieram a ser de si mesmos, nem subsistem de si mesmos. Do Seu infinito poder fez tudo por Seu Filho (Hebreos 1:2), e com Seu Espirito (Gene- ria 1:2), e tendo feito todas as cousas, sustenta-as e conserva-as pela Sua Provi- dencia. Elle regula os movimentos do sol, da lua, e das estrellas; dá ordem aos an- jos e archanjos, aos Cherubins e Seraphins (Psalmo 102: 20, 21); conta até os mesmos cabellos da nossa cabeça, e sem Elle nem um passarinho cairá sobre a terra (S. Matt. 10:29, 30; S. Lucas 21:18).

(Se continuará.)

Os Actos dos Apostolos Este segundo discurso, ou livro de S. Lucas (comp. Actos 1: 1 e S. Lucas 1:3) recorda a descida do Espirito Santo se- gundo a promessa do Pae, e a diffusão do Evangelho entre os Judeos e Gentios. Des- creve o que Christo, o cabeça invisivel da Egreja, faz pela instrumentalidade visivel, ou «actos» dos apostolos, que são os mi- nistros principaes d'elle. O titulo é «Actos dos Apostolos», e dois dos seus apostolos são escolhidos como mostras dos outros, e certos actos delles como mostras de seus trabalhos. Um d'elles, S. Pedro, foi cha- mado por Christo na terra; o outro, S. Paulo, foi chamado por Christo no céo. Aquelle tinha negado a Christo; este o ti- nha perseguido. Aquelle era um ignoran- te pescador da Galilea; este um douto Phariseu, educado em Jerusalem. Portan- to na escolha de SS. Pedro e Paulo como instrumentos especiaes da propagação do Evangelho de Christo, o seu poder é assi- gnaladamente manifesto e glorificado. O designio deste livro, pois, é fazer mais clara e mais comprehensiva nossa idea do ministerio de Christo; prohibir-nos limital-o á sua breve morada na terra em pessoa; revelar a nós Christo, sentado nos céos, não como um dos deuses do mundo pagão, indifferente aos interesses humanos, mas enthronizado Rei dos reis e Senhor no. Todas as cousas em torno de nós, em cima nos céos, em baixo na terra, e de baixo da terra não vieram a ser de si mesmos, nem subsistem de si mesmos. Do Seu infinito poder fez tudo por Seu Filho (Hebreos 1:2), e com Seu Espirito (Gene- ria 1:2), e tendo feito todas as cousas, sustenta-as e conserva-as pela Sua Provi- dencia. Elle regula os movimentos do sol, da lua, e das estrellas; dá ordem aos an- jos e archanjos, aos Cherubins e Seraphins (Psalmo 102: 20, 21); conta até os mesmos cabellos da nossa cabeça, e sem Elle nem um passarinho cairá sobre a terra (S. Matt. 10:29, 30; S. Lucas 21:18).

(Se continuará.)

Os Actos dos Apostolos Este segundo discurso, ou livro de S. Lucas (comp. Actos 1: 1 e S. Lucas 1:3) recorda a descida do Espirito Santo se- gundo a promessa do Pae, e a diffusão do Evangelho entre os Judeos e Gentios. Des- creve o que Christo, o cabeça invisivel da Egreja, faz pela instrumentalidade visivel, ou «actos» dos apostolos, que são os mi- nistros principaes d'elle. O titulo é «Actos dos Apostolos», e dois dos seus apostolos são escolhidos como mostras dos outros, e certos actos delles como mostras de seus trabalhos. Um d'elles, S. Pedro, foi cha- mado por Christo na terra; o outro, S. Paulo, foi chamado por Christo no céo. Aquelle tinha negado a Christo; este o ti- nha perseguido. Aquelle era um ignoran- te pescador da Galilea; este um douto Phariseu, educado em Jerusalem. Portan- to na escolha de SS. Pedro e Paulo como instrumentos especiaes da propagação do Evangelho de Christo, o seu poder é assi- gnaladamente manifesto e glorificado. O designio deste livro, pois, é fazer mais clara e mais comprehensiva nossa idea do ministerio de Christo; prohibir-nos limital-o á sua breve morada na terra em pessoa; revelar a nós Christo, sentado nos céos, não como um dos deuses do mundo pagão, indifferente aos interesses humanos, mas enthronizado Rei dos reis e Senhor no. Todas as cousas em torno de nós, em cima nos céos, em baixo na terra, e de baixo da terra não vieram a ser de si mesmos, nem subsistem de si mesmos. Do Seu infinito poder fez tudo por Seu Filho (Hebreos 1:2), e com Seu Espirito (Gene- ria 1:2), e tendo feito todas as cousas, sustenta-as e conserva-as pela Sua Provi- dencia. Elle regula os movimentos do sol, da lua, e das estrellas; dá ordem aos an- jos e archanjos, aos Cherubins e Seraphins (Psalmo 102: 20, 21); conta até os mesmos cabellos da nossa cabeça, e sem Elle nem um passarinho cairá sobre a terra (S. Matt. 10:29, 30; S. Lucas 21:18).

(Se continuará.)

Os Actos dos Apostolos Este segundo discurso, ou livro de S. Lucas (comp. Actos 1: 1 e S. Lucas 1:3) recorda a descida do Espirito Santo se- gundo a promessa do Pae, e a diffusão do Evangelho entre os Judeos e Gentios. Des- creve o que Christo, o cabeça invisivel da Egreja, faz pela instrumentalidade visivel, ou «actos» dos apostolos, que são os mi- nistros principaes d'elle. O titulo é «Actos dos Apostolos», e dois dos seus apostolos são escolhidos como mostras dos outros, e certos actos delles como mostras de seus trabalhos. Um d'elles, S. Pedro, foi cha- mado por Christo na terra; o outro, S. Paulo, foi chamado por Christo no céo. Aquelle tinha negado a Christo; este o ti- nha perseguido. Aquelle era um ignoran- te pescador da Galilea; este um douto Phariseu, educado em Jerusalem. Portan- to na escolha de SS. Pedro e Paulo como instrumentos especiaes da propagação do Evangelho de Christo, o seu poder é assi- gnaladamente manifesto e glorificado. O designio deste livro, pois, é fazer mais clara e mais comprehensiva nossa idea do ministerio de Christo; prohibir-nos limital-o á sua breve morada na terra em pessoa; revelar a nós Christo, sentado nos céos, não como um dos deuses do mundo pagão, indifferente aos interesses humanos, mas enthronizado Rei dos reis e Senhor no. Todas as cousas em torno de nós, em cima nos céos, em baixo na terra, e de baixo da terra não vieram a ser de si mesmos, nem subsistem de si mesmos. Do Seu infinito poder fez tudo por Seu Filho (Hebreos 1:2), e com Seu Espirito (Gene- ria 1:2), e tendo feito todas as cousas, sustenta-as e conserva-as pela Sua Provi- dencia. Elle regula os movimentos do sol, da lua, e das estrellas; dá ordem aos an- jos e archanjos, aos Cherubins e Seraphins (Psalmo 102: 20, 21); conta até os mesmos cabellos da nossa cabeça, e sem Elle nem um passarinho cairá sobre a terra (S. Matt. 10:29, 30; S. Lucas 21:18).

(Se continuará.)

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(Se continuará.)

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