Estandarte Cristão - 05/1953

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Estandarte Cristão - 05/1953

Henrique Todt Junior1953

ESTANDARTE CRISTÃO

PERIÓDICO DA IGREJA EPISCOPAL BRASILEIRA ARVORAI O ESTANDARTE AOS POVOS. ISAIAS 62:10

ANO LX Pôrto Alegre, segunda quinzena de maio de 1953 Número 1333

Nova idéia; velho amor

Aquêle resumo da Lei — amar a Deus sobre tô- das as coisas e ao próximo como a si mesmo — tem sido apontado sempre como regra áurea para a con- duta humana. Essa não é, porém, a idéia do Cônego Edward N. West, da Catedral de S. João Teólogo, em Nova York. A Regra Áurea — diz êle — é síntese magnífi- ca da lei moisaica, mas não é cristã. A seu ver, aceitou-a Cristo como suma do que de mais elevado existe no Velho Testamento. Mesmo assim, está longe de ser o elo que deve- rá de unir os discípulos do Deus que se fêz carne. Para o Cônego West, o amor que devemos de consagrar ao próximo não terá por medida O AMOR QUE VOTAMOS A NOS MESMOS, ANTES O A- MOR COM QUE CRISTO NOS AMOU. A respeito, claro é o mandamento: «Isto vos mando, que vos ameis uns aos outros, ASSIM CO- MO EU VOS AMEI.» Essa é a única medida do amor cristão, e a seu lado a Regra Áurea é simplesmente sombra. A voz do Cônego West, quando mil formas de egotismo solapam a própria Regra Áurea, parece que se dirige a um mundo que ainda está por vir. Confiamos no futuro, já que no presente há vo- zes que falam assim.

HENRIQUE TODT JUNIOR


EDITORIAIS

Sermões e Leitores-leigos

A extensão da seara, agravada pela escassez de clérigos, faz do ministério leigo fôrça indispensável à propagação da fé, hoje mais do que ontem. O número de leigos — professores, catequistas, leitores, etc. — testa de congregações, principalmente em zonas rurais, cresce, ano após ano, e já ninguém põe em dúvida o mérito de semelhante colaboração. Acontece, porém, que falta a quase todos eles aquela bagagem de cultura teológica que se recebe em seminários. Não é bastante que se mantenham congregações, que se apresen- tem candidatos à confirmação, que se levantem recursos para os fundos diocesanos. Tem a Igreja a sua doutrina e o seu culto, e se suas principais características puderem ser desprezadas, a Igreja, como tal, perde tôda a sua razão de ser. Mas, o problema não é só nosso. Ele existe na própria Igreja-Mãe, pôsto que nela já se tenham tomado medidas capazes de contornar o mal. Com eto, desde 1944, mantem-se na Igreja-Mãe o «Lay Rea- der's Sermon Service», que prepara e distribui sermões para uso dos leitores-leigos, ora aproveitados em vários campos da Comunhão An- glicana. Agora, formandos de vários seminários estão cooperando em tão apreciável tarefa, com vantagens de aprimorarem seus próprios conhe- cimentos de homilética. ra? Que se estará ensinando, em nome da Igreja, por esses Brasís afo- Confiamos plenamente nas melhores intenções de quantos estão coo- perando na extensão da Igreja. Mas, não basta boa vontade. E, se faltas houver em seu ensino, quem poderá recriminá-los ? Mas, por que não se tenta igualmente no Brasil um «Serviço de Sermões para Leitores-leigos?>>>


Comentando

O nome de Janos Quadros, hoje prefeito de São Paulo, fi- cará sempre ligado a um dos mais vibrantes movimentos pú- blicos da vida nacional. Recebido, não faz muito, em sessão solene, pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, nela o Sr. Janos Quadros pro- feriu vigoroso discurso, em que realçou todo o pauperismo mo- ral que assola a vida do país. Não há dúvida de que vive- mos época em que estão em desprestígio a honradez e o bom caráter. Dias atrás, num coletivo, ou- víamos retalhos de uma pales- tra entre cavalheiros. Dizia um dêles, alinhando uma série de argumentos, ser, no comércio, menos vergonhoso o roubo que a bancarrota. Considera-se a fraude um re-

Expediente

Número avulso Cr$ 2,00 atrasado Cr$ 2,50 ASSINATURAS Entrega feita na Igreja: Anual Cr$ 30,00 Semestral 20,00 Trimestral 10,00 Pelo Correio Simples: Anual 35,00 Semestral 22,00 Trimestral 12,00 Sob Registo Postal: Anual 50,00 Semestral 25,00 Trimestral 15,00 Estrangeiro Assinatura sòmente anual 40,00 Correio Simples 60,00 Sob Registo 170,00 Via Aérea As assinaturas iniciam em qualquer tempo, concluindo sempre em DEZEM- BRO. O pagamento é feito adiantada- mente. Os valores devem ser remetidos pelo Banco ou Vale Postal co GERENTE.

curso pouco lícito, embora to- lerável; a falência, porém, é apontada como fruto de inépcia ou estupidez, e se faz alvo de tôdas as chacotas. Em abril p. passado, aquí, em Pôrto Alegre, certo menino en- tregou a sua professora cartei- ra com polpuda importância, e que encontrara à rua. Cientes do acontecido, seus. colegas o vaiaram, fazendo mo- fa de um gesto que julgavam antiquado... Ésse é o triste panorama que nos é dado aos olhos com fre- qüência nos dias hodiernos, e que grita transformações radi- cais. E' para gigantes a tarefa que hoje pesa sõbre a Igreja fa- zer que os homens trilhem o caminho da retidão e da justi- ça, sem lhes tirar o direito do livre-arbítrio.

Para tornar a Igreja mais conhecida não existe nada melhor que divulgar o «Es- tandarte Cristão».


Zeladoras do Altar

Súmula de um trabalho en- viado pela Exma. Sra. D. Áurea Weber à Federação das SS. AA. SS. reunida em Rio Grande, quando do 55.° Concilio da Diocese Meridio- nal. O altar é a parte mais sa- grada da igreja. Desde os tem- pos antigos, só podia penetrar no Santo dos Santos, ou, como nós dizemos hoje, no Santuá- rio, o Sumo Sacerdote, o que fazia êle apenas uma vez por ano. E' no altar que os ministros de Deus ministram o sacra- mento máximo da Igreja Cris- tã: A Santa Comunhão. Se o altar é tido em tão alta conta, merece êle, da parte dos eclesianos, o cuidado mais es- merado. Os linhos da Santa Comunhão, assim como os pu- rificadores, devem de ser lava- dos e engomados por pessoa que os trate com carinho. As flô- res que ornam o altar nunca devem ser artificiais, porque Deus não ama o artifício e sim o que é natural. Em geral, as zeladoras ornamentam o altar na véspera do Dia do Senhor, e, por isso, para elas o culto já se inicia no sábado. Não é recomendável que as flôres para os vasos do santuá- rio já venham em ramalhete confeccionado por uma florista, que pode ser muito bem enten- dida no seu mistér, mas que não pertence à paróquia; con- vém que estas mesmas flôres sejam colocadas nos vasos por mãos piedosas e cujo trabalho seja feito com carinho e amor. Ser zeladora é grande pri- vilégio que não deve ser con- ferido apenas a um seleciona-

(Conclui na pág. 4)


Irmão, que te fiz eu ?

O pastor é o pai espiritual de seus paroquianos. As ovelhas co- nhecem o seu pastor pela voz e pelo testemunho, porque entr'ambos deve haver uma comunhão de sentimentos, alicerçada pela confiança, paciência, tolerância e amor fraternal. Dentre os Missionários pioneiros da Igreja Episcopal Brasileira, distingue-se, sem dúvida alguma, o vulto do Bispo Brown, lídimo varão de Deus. Sua ação entre nós se desenvolveu primeiro como evangelista, à testa da paróquia de Rio Grande, depois como Reitor do Seminá- rio. Sua obra missionária foi intensissima. Não conhecia esmoreci- mentos; tinha tempo para tudo, porque só pensava no seu trabalho, do qual nunca tomava férias, visitava assiduamente os seus paroquia- nos, ensinava os seminaristas, pregava o Evangelho, e, quando não fazia nenhuma destas coisas, traduzia a Biblia para o vernáculo, que êle conhecia profundamente. Mas, o que desejo ressaltar aqui, não são os seus dotes intelectuais nem profissionais, mas sim o caráter critão que o aureolava de um halo de simpatia inconfundível. Den- tre muitos casos, trazemos à balha o seguinte: Na congregação do Rio Grande havia no seu tempo algumas pessoas humildes, que o Dr. Brown tinha prazer especial de visitá-las para ler a Bíblia para êles, pois eram analfabetos. Entre êstes conta- va-se um ex-escravo, natural da Bahia, que o patrão de um barco abandonara na praia para morrer, pois estava atacado de varíola. Ao entrar no cubiculo, em que morava seu paroquiano ex-escravo, per- guntava-lhe o Dr. Brown, bondosamente, embora já sabendo antecipa- damente da resposta, que parte da Biblia queria êle que lesse. O ne- gro sempre invariavelmente pedia que lesse o capítulo que tratava de Nabucodonosor. E a leitura terminava no ponto em que o rei da Babilônia comia capim como o gado vacum. Então, nessa altura o ex-escravo, e, tremendo de alegria, exclamava: «Tá aí, seu rei! Em que deu a sua prosa! Quis ser mais que Deus! Pois coma agora capim! Hi! Hi!» E o Dr. Brown gozava com a simplicidade do seu paroquiano, e sentia-se espiritualmente bem. A doçura do seu olhar, a bondade do seu sorriso punham à vontade todo aquêle que se acercasse de sua pessoa. Era dotado de um poder pessoal avassalador, e tal poder vinha justamente de uma forte espi- ritualidade aliada a uma cativante meiguice de trato. Contou-me uma vez um ministro, meu amigo, que, quando apresentou o Dr. Brown a uma senhora nossa irmã no Rio de Janeiro, esta senhora ficou tão dominada pela personalidade de Dr. Brown, que, virando-se para o apresen- tador, lhe perguntou francamente, sem rebuços: «Fulano, por que o Sr. não é assim?» O fato é que o Dr. Brown não sabia odiar. Seu co- ração só conhecia a bondade, e, quando se lhe falava, tinha-se a im- pressão de que Jesus falava por sua bôca. Foi eleito bispo duas vezes, se não estou enganado. Não aceitou a primeira eleição porque estava empenhado na tradução da Bíblia para o português. A segunda aceitou porque se tratava de sua terra na- tal, a legendária Virgínia. O último concílio, a que assistiu, foi aquí em Pôrto Alegre, na Igreja da Trindade. Todos os ministros presentes, um a um, tomavam a palavra para lamentar a perda do amigo e cole- ga que ia nos deixar. Quando me tocou a vez, naturalmente extra- vasei o meu coração de discípulo e amigo, sentindo mais que outro a separação do bom mestre. No final da minha oração, não pude me- nos de dizer, que, se dum lado a Igreja Episcopal Brasileira sofria com o afastamento de tão denodado paladino do Evangelho, de outro lado, devia sentir-se orgulhosa por fornecer um Bispo à Igreja-Mãe. O Bispo Kinsolving bateu palmas ruidosamente, apoiando o meu dito. Não quero terminar êste meu simples relato, sem ilustrar o ca- ráter cristão, eminentemente cristão, do Bispo Brown, com um epi- sódio de que fui testemunha ocular. Quando deixou a direção da (Conclui à pág. 6)


Zeladoras do Altar (Conclusão)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".

RECEBE ALTO PREMIO UM DESENHISTA BATISTA.

Um desenhista batista recebeu um dos mais altos prêmios nos Estados Unidos, pela apresentação, em 1952, de um desenho que teve como moti- vo o tema LIBERDADE. E' êle o sr. Jack Hamm, professor de arte da Universidade de Baylor, Waco, Texas. O Vice-Presidente da República, Sr. Richard M. Nixon, presenteou-lhe a medalha de honra, «Fundação da Liberdade», e um cheque no valor de 1.000 dólares. O Sr. Hamm semanalmente pre- para um desenho com motivo religio- so para 738 jornais e revistas nos Estados Unidos e em 17 países es- trangeiros. A maioria de seus tra- balhos tem uma base bíblica.


IRMANDADE

A sublime religião que o Divino Mestre veio implantar na terra, ou seja o Cristianismo, caracterizou-se por um verdadeiro espírito de irmandade. Jesus fundou uma Igreja que representava uma família de cren- tes. No plano social, o Cristo pregou a fraternidade humana. A Igreja Apostólica estabelecia-se como uma associação divina, guiada pelo Espírito Santo. Predominava entre os crentes o senti- mento de harmonia, de fé, união e solidariedade. A Igreja organisava-se e se estabelecia soberana, intrépida, viva e santa no lar santificado dos crentes. A igreja que está em tua casa, diz o apóstolo. O Cristianismo cresceu, conquistou o mundo, venceu a paganis- mo, persuadiu a sociedade, estabeleceu um mundo melhor, mais fra- terno e mais humano. Surgiu no mundo uma civilização elevada. A religião de Jesus tem a missão superior de realizar um mundo melhor, estabelecendo a felicidade entre as criaturas de Deus. Sua Igreja tem a missão social de congregar os homens, de reu- nir os povos no rebanho do Bom Pastor. A missão apostolar é a de congregar, de unir, de estreitar os homens numa sociedade feliz e humana, plena de virtude e bênçãos. Ainda que pareça um paradoxo em nossos dias, devemos aceitar a idéia de uma perfeita irmandade dos crentes, de um Cristianismo unido e forte. A mensagem das alturas na voz angelical é de boa vontade. Tenham os guieiros da religião de Jesus a boa vontade e fé que a montanha de dificuldades será removida. O movimento ecumênico merece a simpatia de todos os cristãos. Não obstante as diversidades de ritos, e um pronunciado eclesias- ticismo ortodoxo e certos dogmatismos, os cristãos do século XX es- tão unidos por um único credo e solidários nos pontos basilares do Cristianismo. Isto pôsto, é evidente que os cristãos estão separados apenas por princípios secundários que não afetam a pureza doutrinal. Dai, estar o Cristianismo comtemporâneo apto e capaz de salvar a sociedade humana e a civilização de um retrocesso, e mais, de rea- lizar, na terra, os grandes objetivos da religião de Jesus de irmanar os homens, as nações e os povos. O século que passa é o século do socialismo. O homem sente a imperiosa necessidade de se unir, de se associar na conquista de seus ideais. O cristão sente os nobres impulsos de realizar o bem social, e, por isso, a Igreja tem a missão de despertar na sociedade a frater- nidade e o amor. O homem não pode viver só, isolado, indiferente ao mal. O Cristianismo é a grande escola da agremiação e da sociedade. O Criador declarou que o homem não deve viver só na terra. O cristão, cidadão do mundo, soldado de Cristo na cruzada reden- tora da paz e da harmonia, tem através dos séculos, se aprimorado no sentimento de solidariedade. A missão social da religião de Jesus Cristo é salvar o mundo, di- gnificando a personalidade humana. O Cristianismo tem sempre uma missão renovadora da sociedade. E' imperativo que o Cristianismo se apresente diante de um mun- do cheio de angústias, desdobrando uma bandeira de confraternização entre todas as Igrejas que pregam o mesmo Evangelho salvador. Nesta bendita associação de crentes contamos com a simpatia da Igreja Católica Romana. Creio nesta comunhão de crentes, quando os pon- tífices declaram a existência de irmãos separados, declaração impli- çita de que reconhecem o princípio fundamental da irmandade cristã. (Conclui à pág. 6)


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Irmão, que te fiz eu ? (Conclusão da pág. 6)

paróquia do Rio Grande para assumir as rédeas do Seminário, houve por bem o novo pároco fazer uma limpa na lista dos paroquianos, pois havia muitos (como os há em todos os tempos) que deixavam de ir à igreja por êste ou aquêle motivo, e mesmo sem motivo nenhum. Ora, o Dr. Brown os visitaya indistintamente; pois não eram seus ami- gos? Tal expurgo feriu fundo os sentimentos pessoais do ex-pároco. Entristeceu-se sõbremaneira. E, no próximo concilio, na mesma cidade de Rio Grande, não se sofreu que não pranteasse o sucedido. O mal que adviria de não assistirem aos cultos, dizia êle, era amenizado por outros bens. Um dia viriam, ou para comungar, ou para ba- tizar ou casar um filho, e, quando lhes chegasse a hora do ajuste final de contas, teriam a bênção da sua Igreja para os acompanhar até a última morada. Seu protesto, porém, foi feito naquele modo todo seu de falar, que não ofendia quem quer que fosse, Com lá- grimas nos olhos e trêmulo na voz, terminou a sua queixa com estas palavras de que jamais me esquecerei: «Eu nunca faria tal coisa, não sei eliminar alguém, pois, eu mesmo estou sujeito a ser eliminado, por ser indigno servo do Senhor. Meu procedimento para com um eclesiano recalcitrante tem sido sempre este: Vou ter com êle, e, apertando-o entre meus braços, suplico-lhe: «Irmão, que te fiz eu?»


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".

RECEBE ALTO PREMIO UM DESENHISTA BATISTA.

Um desenhista batista recebeu um dos mais altos prêmios nos Estados Unidos, pela apresentação, em 1952, de um desenho que teve como moti- vo o tema LIBERDADE. E' êle o sr. Jack Hamm, professor de arte da Universidade de Baylor, Waco, Texas. O Vice-Presidente da República, Sr. Richard M. Nixon, presenteou-lhe a medalha de honra, «Fundação da Liberdade», e um cheque no valor de 1.000 dólares. O Sr. Hamm semanalmente pre- para um desenho com motivo religio- so para 738 jornais e revistas nos Estados Unidos e em 17 países es- trangeiros. A maioria de seus tra- balhos tem uma base bíblica.


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igreja e o trabalho sempre à mão. Como zeladoras observare- mos com atenção a quadra do ano eclesiástico, para que as al- faias acompanhem a côr pró- pria. Quando somos zeladoras ja- mais entraremos na igreja com pressa, pensando em fazer nos- so trabalho o mais ligeiro pas- sível. Ésse não é o espírito que de- vemos ter para com o Senhor. Tenhamos sempre em mente as palavras do salmista, quando escreveu: "Alegrei-me quando me disseram, vamos à Casa do Senhor". Olhos voltados para Deus, agradeçamos o alto privilégio de sermos ZELADORAS DO ALTAR, porque: "Servir Deus é Reinar".


Zeladoras do Altar (Conclusão da pág. 3)

do grupo de senhoras, mas a tôdas as servas do Senhor. Quando uma jovem paroquia- na fôr convidada a zelar o al- tar, é recomendável seja ela au- xiliada neste mistér, às primei- ras vêzes, por uma senhora que já tenha prática na ornamenta- ção da Mesa do Senhor. Os linhos da Santa Comu- nhão nunca devem de ser con- feccionados à máquina por pes- soa estranha à Igreja, mas se- rão feitos por uma senhora da Igre

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