Cultura : Catuboré do povo...
O texto apresenta uma fábula indígena Tupi sobre Catuboré, um jovem flautista apelidado pela 'flauta mágica', que se transforma no pássaro Irapuru após uma tragédia. Apesar de sua aparência simples, o canto do Irapuru silencia a floresta amazônica por quinze dias, simbolizando a beleza oculta da cultura popular brasileira, frequentemente subvalorizada em comparação a influências dominantes. Usando essa metáfora, o autor critica a falta de identidade cultural, o consumismo opressivo e a depressão moderna, defendendo a valorização de desejos humanos como liberdade, educação e expressão. Propõe uma Cidadania Cultural que popularize, socialize e democratize a produção cultural, fortalecendo a diversidade indígena, negra e mestiça para uma autoestima libertadora. Encerra com um apelo para que a 'flauta mágica do povo' cante incessantemente, citando John Stott, e é assinado por Fábio Vasconcelos, M.L. da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, datado de 16 de novembro de 2001.