DE LA JUSTICE À LA DÉMOCRATIE EN PASSANT PAR LES CLOCHES
José Saramago relata uma anedota histórica do século XVI, em que um camponês toscano toca o sino a finados para anunciar a morte da Justiça, vítima da ganância do senhor feudal que invadia suas terras sem proteção legal. Essa história serve de metáfora para a morte cotidiana da Justiça, criticando uma justiça formal e viciada, e defendendo uma justiça ética, cotidiana e espontânea da sociedade, ancorada na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O autor contrasta os sinos tradicionais com os 'novos sinos' dos movimentos sociais que lutam por uma justiça distributiva e protectora da liberdade. Critica a democracia actual como ritualizada e subserviente ao poder económico das multinacionais, onde o voto não afecta a verdadeira força governante. Propõe um debate mundial sobre a democracia, sua decadência e a necessidade de regeneração para realizar os direitos humanos e a felicidade humana.