Estandarte Cristão - 05-06/2008

Versão Integral em Texto

Estandarte Cristão - 05-06/2008

Dom Maurício AndradeRev. Conego Francisco de Assis da SilvaJaci MaraschinGlauco Soares de Lima2008

ESTANDARTE CRISTÃO

Informativo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Maio - Junho | 2008 | Ano 115 | n° 1808 Assinatura Anual R$ 30,00

Lambeth 2008

Sinais para o caminho da Unidade


que você faria se alguém chegasse para você, deixando uma pessoa e um pe- queno valor em dinheiro, pedindo para você cuidar dela enquanto fosse viajar, prome- tendo que reembolsaria tudo o que você gas- tasse com ela além do valor deixado?

ASA RIO

Ação Social Anglicana do Rio de Janeiro

1943 - 2008

65 anos aceitando a missão de Agente da Misericórdia de Deus

Estrada da Cachoeira, 177 - Araras Petrópolis - RJ - CEP: 25.725-040 Telefone: (24) 2225.1125 CNPJ: 31.172.216/0001-68 e-mail: asario@asario.com.br

"Defender a justiça e a paz para todos, respeitando a dignidade de todo ser humano”

Entidades mantidas: Lar Cristão Mathilde de Oliveira - 65 anos Cidade de Meninos São Paulo Apóstolo - 50 anos Colégio Anglicano de Araras - 46 anos

2 ESTANDARTE CRISTÃO | MAIO-JUNHO | 2008


Palavra Primaz

Equipando para Missão

Lambeth 2008

O tempo é de orar, de meditar, de escutar a voz do outro, de olhar na face do irmão e da irmã e sentir que estamos juntos no caminho do serviço, de se sentir enviados para anunciar as Boas Novas (São João 20,21).

O tempo é de (re)encontro, de co- nhecer o novo, de conviver com o diferente, de se sentir parte do contexto do outro, mesmo estando distante; de cami- nhar uma nova milha em solidariedade.

O tempo é de sonhar, de sentir o mila- gre da união, de viver o caminho da fé, de aprofundar a esperança e realizar a missão que é de Deus e para a qual somos chama- dos a dar resposta de nossa fé dia a dia.

O tempo da Conferência de Lambeth chegou; parecia tão distante, mas come- çou. Estamos na realidade da 14ª Confe- rência. Essa Conferência desafia os bis- pos e bispas a se equipar para missão.

Lambeth não é um Sínodo da Igre- ja, mas sim uma Conferência da Igreja. E assim, venho com muita fé e esperan- ça de viver uma experiência de partilha de nossa história e continuar experimen- tando o sabor de ser Anglicano.

Venho com o sonho de que sairemos mais fortalecidos como Comunhão, pois quem não deseja essa experiência já tem feito sua própria decisão, ou seja, não atendeu ao convite de Rowan William, Arcebispo de Cantuária.

Nessa caminhada, todos os bispos diocesanos do Brasil e suas esposas estão mergulhando nessa experiência. As espo- sas terão oportunidade de partilhar suas histórias de vida, e refletir sobre os as- suntos urgentes da atualidade em seus diferentes contextos.

Sonho que poderemos, como Igreja no Brasil, experimentar os próximos anos no caminho mais profundo da missão, na maneira que todas as pessoas sintam- se chamadas a se equipar para a missão de Deus em nosso contexto brasileiro de ser uma Igreja que caminha em esperan- ça e com muita solidariedade. Na certe- za de que o novo é possível, sem abando- nar o que já existia, de construir sem der- rubar o que já foi erguido, e de viver a missão com-paixão.

Do Vosso Primaz Dom Maurício Andrade

Editorial

O Futuro de nossa Comunhão

Esta sem dúvida será a Conferência dos desafios. Parece que as agendas se somaram de todos os lados para se consti- tuir em uma agenda onde os extremis- mos teológicos serão desafiados a dar lugar ao que é anglicano por excelência: a via média.

Se depender de nossos bispos brasi- leiros, Lambeth será um lugar onde se res- peitará a diversidade.

Mas igualmente será um lugar para se reafirmar os caminhos de missão. De nada serve o debate teológi- co se não leva ao com- promisso concreto com o mundo.

Sexualidade e Es- crituras não podem se converter em motivo de separação. Devem ser temas onde mais que falar, é necessário ouvir.

Afirmei em um dos meus artigos no meu blog que esta Conferência não deve se converter em lugar de vencedores ou perdedores. Mas num lugar de oração, partilha e aprendizado.

Em torno do sinal de unidade, o Ar- cebispo de Cantuária, os bispos do mun- do inteiro devem buscar a inspiração do Apóstolo João para orientar seus pensa- mentos e corações diante de Deus.

Aqueles que, por razões de teologia e pretensa ortodoxia, não forem à Con- ferência estarão assumindo o custo do auto-exclusão e perderão a oportunida- de de crescer na percep- ção dos outros.

O tema do Evan- gelho neste último do- mingo antes da Confe- rência aponta para a parábola do semeador. Rica em imagens e lições para todos nós, ela nos con- vida a sermos sempre um solo receptivo ao amor de Deus. Somente os so- los que recebem de bom grado a semente podem frutificar. Assim se espera que seja Lambeth 2008. Um solo fértil para o amor superar as divisões!

Rev. Cônego Francisco de Assis da Silva, Secretário Geral

3 MAIO-JUNHO | 2008 | ESTANDARTE CRISTÃO


Artigos

Linguagem inclusiva: problemas

Jaci Maraschin

Faz tempo que falamos e escre- vemos segundo as regras da gramática. Também respeita- mos a estrutura latina de nossa lín- gua. O movimento feminista, nas- cido no Primeiro Mundo e desen- volvido principalmente nos Estados Unidos procura fazer justiça às mu- lheres tanto na sociedade em geral como na Igreja, em particular. É que herdamos costumes e vícios do patriarcalismo como se fossem ins- tituições divinas. O mundo foi con- siderado dos homens e as mulheres sempre pareceram aquela costela re- tirada do primeiro homem para lhes servir de "ajudadora". A coisa já apa- rece na mitológica narrativa da cria- ção. Deus capricha na escultura da es- tátua de barro para transformá-la em Adão. Depois, achando que não lhe convinha permanecer sozinho, ador- mece-o e retira uma de suas costelas para fabricar a mulher. A Bíblia não diz, mas Deus deve também tê-la es- culpido com cuidado para ser, parti- cularmente, a portadora da beleza.

O movimento feminista conse- guiu equiparar as mulheres aos ho- mens no sacerdócio da Igreja. Tra- tou-se de luta em diversas frentes. Era preciso acabar com os ranços hermenêuticos que segundo alguns versículos queriam que as mulheres ficassem caladas na Igreja. A deci- são em favor da ordenação de mu- lheres teve que superar, em primei- ro lugar, o fundamentalismo bíbli- co. E venceu. Depois, havia barrei- ras históricas e sociológicas. Argu- mentava-se que os apóstolos eram homens e que, portanto, as funções apostólicas deveriam ser masculinas. Mas esqueciam-se de que também eram judeus e ninguém lutou para que somente judeus fossem ordena- dos. Embora muitas províncias anglicanas ordenem mulheres para as três ordens ministeriais, há ain- da as que se acostumaram com a dis- criminação e recusam o sacramen- to celebrado por elas.

Há ainda inúmeros problemas econômicos e sociais que mesmo nas sociedades mais esclarecidas ainda não foram superados como, por exemplo, desigualdade salarial e de exercício de certas funções que, tra- dicionalmente, pertenciam aos ho- mens. Mas a luta continua.

Mais complexo do que todos esses problemas, é o da linguagem. O problema da linguagem afeta até mesmo a estrutura da teologia e da liturgia. Parece pacífico que se re- conheça a existência de mulheres e de homens. É o que se chama de gênero. Na língua portuguesa te- mos três gêneros, o feminino, o masculino e o neutro. O problema é que o neutro referente às coisas que não têm sexo, também tem, gramaticalmente, sexo. A cadeira, por exemplo, é feminina. O carro, masculino. E assim por diante. Não temos pronomes pessoais neutros como, por exemplo, a língua ingle- sa. Contentamo-nos com eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles e elas. Algu- mas feministas rebelam-se com a linguagem tradicional da Bíblia, dos Credos e dos Sacramentos. Como resolver a forte presença pa- triarcal nessa linguagem? Deus é "pai", por mais bondoso e femini- no que o representemos. E "pai" é sempre masculino. Algumas femi- nistas sugerem a expressão ambí- gua: "Deus, pai e mãe". Inevitavel- mente um dos atributos deve estar em primeiro lugar. Na expressão, "Deus, pai e mãe", pai vem em pri- meiro lugar. O patriarcalismo con- tinua. Mas se invertêssemos a fra- se, dizendo "Deus, mãe e pai" cai- ríamos no matriarcalismo. E, além disso, a palavra "Deus" sempre será do gênero masculino a não ser que a abandonemos em favor de "Deu- sa". O problema, nesse caso, ape- nas muda de lugar. Se o espaço per- mitisse poderíamos considerar inú- meros outros casos.

No que concerne à linguagem, assim chamada "inclusiva", come- temos certas barbaridades inaceitá- veis à beleza da expressão como, por exemplo, quando nos dirigimos à congregação dizendo, "Bom dia, todos e todas". Trata-se de lingua- gem excludente pois "todas" não pertenceriam, no caso, a todos, isto é, à totalidade das pessoas reunidas para o culto. Não basta apenas cri- ticar. É preciso dar soluções. Que tal se disséssemos: "É muito bom ter vocês aqui nesta manhã. Bom dia! Sintam-se em casa!" Evita-se a linguagem machista e não se agri- de a língua portuguesa. É pior, ain- da, quando na escrita, leio frases esdrúxulas como esta: "Os/as mem- bros/as da comunidade estão con- vidados/as para..."

Eu disse certa vez que poderia dizer, "Glória à Mãe, à Filha e à Es- pírita Santa", mas que não saberia a quem estaria dando glória...

O rev. Jaci Maraschin é teólogo da IEAB


O Cristão e o mundo - o que aconteceu?

Glauco Soares de Lima

Brasil já foi derrotado no futebol duas vezes seguidas. O Corinthians perde a Copa Brasil para o Sport do Recife. Parabéns para o Sport do Recife. Mas o que tem isso a ver com a vida?

A vida é assim, ela tem vitórias e derrotas. A gente pode perder algumas partidas. Isto faz parte do esporte e também faz parte da vida. O que não podemos é ter espírito de derrotados. Nós somos pequenos, nós somos falíveis, mas te- mos um grande Senhor. Os golpes podem vir um após o outro.

Mas eles nos enrijecem, nos fortificam por- que não estamos sós.

Ontem, estava eu numa reunião onde se via a importância da comunidade para o ser humano, uma comunidade da qual nos consideramos par- te. Assim, juntos podemos enfrentar sas lutas.

A exemplo da luta do pequeno Davi contra o gi- gante Golias.

Esta luta nos ensina três coisas: 1º Sempre há no mundo aqueles Golias que nos causam ter- ror e temor. Aqueles que nos tiram a paz. Foi as- sim com Atila, rei dos hunos; com Alexandre, o macedônio que era o imperador dos gregos; com os vários ditadores de todas as épocas como Cesar, Hitler, Stalin. Com os que se acobertam em es- tratagemas de poder como Bush e Bin Laden. Isto acontece com aqueles não tão famosos como os antes citados, mas que nos infernizam a vida. Os que buscam o poder e que trazem a corrupção. Nós sabemos também que o poder excessivo de qualquer ordem atrai corrupção excessiva.

Isto acontece em nosso país.

Em 2º lugar, a luta de Davi e Golias nos ensi- na que nunca todo o bem está de um lado e todo o mal está no outro. Golias era um gigante pri- mitivo e cruel, mas Davi era uma primadona que tinha os seus defeitos. A vida não é um contraste de preto e branco.

Ela é mais complexa. Várias vezes somos cha- mados a nos decidir por um lado para evitar um mal maior, mas ao fazer isso, devemos ficar aler- tas para os erros e fraquezas de nosso lado, aten- tando para o que possa haver de bondade no ou- tro lado.

A 3ª coisa é que os gigantes que combatem dentro de nós e no nosso grupo têm que ser gi- gantes não meramente pela força bruta, e sim pela inteligência que nos traz sabedoria para percebe- mos os enigmas em que nos enrolamos na nossa vida. Ao lado da beleza da inteligência, temos que ser tomados pelo dom da Fé que não vem de nós, mas nos vem do Senhor da própria vida e que se apresenta a nós como aquela vida que dá sentido a nossa existência. A vida tem sentido; o proble- ma é que há muitos que não vêm este sentido porque foram bloqueados pelas forças antagóni- cas da vida manifestadas na exploração e manipulção do ser humano por outros seres hu- manos.

O que aconteceu? A vida acontece e nós, que pelo dom da fé nos tornamos os novos Davis da história humana, somos desafiados a vivê-la ple- namente derrubando os Golias de nossos dias com a simplicidade de um menino que lança uma pe- dra de um estilingue.

Dom Glauco Soares de Lima é bispo emérito da IEAB


ESTANDARTE CRISTÃO

Informativo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

"Adoração - Serviço - Compromisso" Fundado em 1893

Produzido pela Secretaria Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) Av. Eng". Ludolfo Boehl, 256 - Teresópolis Caixa Postal 11.510 90870-970-Porto Alegre - RS - BRASIL Fone/Fax: (51)3318.6200 e-mail: comunicacao@ieab.org.br site: www.ieab.org.br

Primaz da IEAB Dom Maurício José Araújo de Andrade e-mail: mandrade@ieab.org.br

Secretário-Geral da IEAB Rev. Francisco de Assis da Silva e-mail: fassis@ieab.org.br

Conselho de Publicações Rev. Carlos Eduardo Brandão Calvani Revda. Arlinda de Araújo Pereira Sra. Zenaide Barbosa Sr. André Machado Fortes Sr. Wagner Bandeira GT Comunicação

Fundadores Rev. James Watson Morris Rev. William Cabell Brown

Ex-diretores Rev. Américo Vespúcio Cabral Rev. William Cabell Brown Rev. João Mozart de Melo Rev. João Baptista Barcellos Cunha Rev. José Severo da Silva Dom Athalício Theodoro Pitham Rev. Henrique Todt Jr. Dom Artur Rodolpho Kratz Rev. Oswaldo Kickhöfel Rev. Flávio Augusto Borges Irala Rev. Renato da Cruz Raatz Sr. Claudio Simões de Oliveira

Assinaturas (vendas e circulação) Jeferson A. da Rosa Gerente da Livraria Anglicana Fone/Fax: (51)3318.6200 e-mail: livraria@ieab.org.br

Assinatura Anual R$ 30,00 Assinatura Exterior US$ 30,00

Diagramação André Machado Fortes

Revisão Jornalista Zenaide Barbosa AF e-mail: zenaide_barbosa@yahoo.com.br

Impressão e Acabamento Gráfica Editora Pallotti - Santa Maria/RS

Foto da Capa Montagem de fotos: Lambeth Conference 1988 e Cálice/Patena que representará a Província do Brasil nas celebrações em Lambeth, feitos pelo artista rev. Jessé Castro Ramos.

Todos os direitos são reservados. É proibida a reprodu- ção integral ou parcial de qualquer edição do Estandar- te Cristão, em qualquer forma ou em qualquer meio, sem a autorização prévia da IEAB. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião da IEAB.


Etiqueta na igreja

Oswaldo Kickhofel

Na década de 50 e antes, quando a Igreja Episcopal ainda era um dis- trito missionário, a vida devo- cional numa comunidade paroquial era bem tranqüila e mais devota. A preocupa- ção do clero estava voltada mais para o apri- moramento espiritual dos irmãos do que para os problemas políticos e sociais. O que acontecia fora das quatro paredes do tem- plo não tinha a mesma importância. Im- portante era o que os paroquianos faziam durante os cultos dominicais. Se você acha que hoje falta devoção e espiritualidade nos ofícios religiosos, veja estas onze preciosi- dades publicadas pelo jornal da igreja em 1952:

  1. Jamais faltes aos ofícios da igreja, e não ser devido a razões absolutamente irremovíveis.
  2. Esforça-te para chegar cedo. Precipitar- se igreja a dentro, ofegante, é ato que não condiz à verdadeira devoção.
  3. Ocupa os lugares da frente e deixa os últimos para os retardatários.
  4. Vem com toda tua família. Um oficio religioso não é uma sessão solene em que um só membro pode representar toda a família.
  5. Sê devoto. A igreja não é teatro, nem lugar para diversão. Vem à igreja a fim de adorar teu Deus. Não para cochi- char, para te espreguiçar ou dormir.
  6. Pensa na comodidade alheia. Não ocu- pes, pois, a ponta de um banco vazio, obrigando outros à prática de mala- barismos para encontrar um lugar.
  7. Ajuda os visitantes a bem seguir o off- cio religioso. Se não tiverem livros, deixa que usem o teu contigo.
  8. Lembra-te de que visitantes são hós- pedes dos membros da igreja. Trata- os com a mesma cortesia que lhes dis- pensarias em tua própria casa.
  9. Não dispares para a rua mal tenhas ouvido a bênção final, como se a igre- ja estivesse a pegar fogo. Fala e per- mite que falem contigo.
  10. Nunca abandones a igreja por encon- trar nela imperfeições. Como te sen- tirias mal numa igreja perfeita!
  11. Tem sempre em mente que te en- contras na Casa de Deus. (Estandar- te Cristão, julho de 1952, p. 2)

Hoje, essa atmosfera devocional não existe mais, porque os tempos mudaram, e vão mudar sempre. Mas ela registra um senso de espiritualidade e devoção que existiu, mas que também não existe mais. Talvez esteja faltando maior senso de fa- mília nas comunidades paroquiais, hoje perdido. A igreja era mais viva e forte quando era uma família unida, e isso fa- cilitava a observância de certas etiquetas que, embora pueris, ajudavam a manter coesa a unidade da igreja nacional.

Oswaldo Kickhofel (okickhof.voy@terra.com.br) é clérigo aposentado da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil


Ajuda para semear

Clovis Erly Rodrigues

A Amazônia ao Rio Grande. O Se- mentes está de volta. Temos pron- ta a edição do segundo semestre. Pena que somente está no site da IEAB. Mas veja essa pérola, a meditação do bis- po Saulo, da Amazônia, que transcrevo. Mas muitos irmãos(as) não poderão vê-la. Será que não teremos doadores para cus- tear esta edição? Comuni- que-se comigo: cerlyro- drigues@uol.com.br. Neces- sitamos de 30 doadores de cem reais. Todas as dioceses estão representadas através de seus escritores. Está realmente representativo. Não pense que está tarde. Vamos subsidiar esta edição e assim seremos também semeadores.

Eis o texto de d. Saulo que está em Se- mentes: "Cristo Na Amazônia Estamos no Quilombo Maria Ribeira, cercado pela Flo- resta Amazônica, no interior do Estado do Pará. Seu Duca (Manoel Castro) olha con- centrado para a filmadora em minhas mãos. Começo a gravar e ele vai contando a histó- ria da cidade de Gurupá, o surgimento do quilombo, a luta de todos por digni- dade... Fala também de religião. Com en- tusiasmo diz: "Quero ser anglicano. Mas principalmente quero ser um seguidor de Jesus Cristo, sem estar preocupado em ser católico, anglicano, ou qualquer outra coi- sa. Quero seguir o exemplo da- queles apóstolos que fizeram do seu trabalho um compromisso com a vida; para mim a vida é mais importante e está acima de tudo." Seu Duca é um lí- der bem preparado, sabe que suas afirmações refletem as palavras de Jesus. No texto do Evangelho vemos que a preocupação de Jesus não é com a guarda dos pre- ceitos religiosos, mas com o ser humano, com a vida. No centro da proclamação do reino encon- tramos o restabelecimento da dignidade de homens e mulheres. Sim, como Jesus disse: "O sábado foi feito para servir às pessoas e não as pessoas para servirem ao sábado."

Dom Clovis Erly Rodrigues é bispo emérito da IEAB


Subcomissão de

Liturgia reúne-se

em São Paulo

De 7 a 9 de maio reuniu-se pela primei- ra vez a subcomissão de liturgia, nomeada pelo bispo primaz. O objetivo do trabalho desta pequena comissão consiste em revisar e executar as propostas encaminhadas no Sínodo de 2006. Seu trabalho está vincula- do à Comissão de Liturgia do Sínodo à qual deverá prestar relatório agora em outubro. O grupo constituído por Carmen Etel Go- mes, Flávio Irala e Arthur Cavalcante, é co- ordenado por Jaci Maraschin. Inicialmen- te, a subcomissão examinou materiais exis- tentes desde 1991 e decidiu trabalhar em duas frentes: (1) revisão e elaboração de off- cios para a Quarta-Feira de Cinzas e para a Semana Santa; e (2) ações destinadas a de- senvolver o canto litúrgico em nossas co- munidades. Os membros do grupo saíram da reunião com inúmeras tarefas que, nesta primeira etapa, deverão estar concluídas até setembro. As reuniões realizaram-se na resi- dência do coordenador e Carmen e Flávio foram hospedados por membros da igreja na cidade de São Paulo. O grupo tomou conhecimento de diversas tendências litúrgicas existentes na Comunhão Anglicana atualmente e prestou atenção aos apelos da Comissão Anglicana Internacio- nal de Liturgia em favor de processos de inculturação ao redor do mundo.

Agenda Anglicana 2009

Vendas somente por encomenda antecipada! Reserve já a sua Agenda Anglicana 2009 até o dia 30 de agosto de 2008. R$ 23,00 com frete grátis

Na agenda você encontra: • Diretório de Cargas e Comissões da IEAB; • Diretório de Endereços Diocesanos; • Ciclo Anglicano de Orações; No início de cada mês as leituras Bíblicas, or dias Santos e as cores litúrgicas.

Publicidade na Agenda

São espaços publicitários coloridos para divulgação da sua comunidade/ instituição/serviço. Temos as seguin- tes opções para anúncios: • página inteira (13,5x20cm), no valor de R$ 320,00 (trezentos e vinte reais) distribuídos a cada início de mês na agenda, com direito a 5 agendas; • meia página (13,5x10cm), no valor de R$ 160,00 (cento e sessenta re- ais) distribuídos a cada início de mês na agenda, com direito a 2 agendas.

Contato: livraria@ieab.org.br ou (51)3318-6200 com o Jeferson

MAIO-JUNHO | 2008 | ESTANDARTE CRISTÃO 5


Diocese Meridional

http://www.dm.ieab.org.br Textos e fotos enviados pelo postulante Josué Hores, coordenador da Secretaria de Comunicação da DM

Diocese Meridional se reúne em Concílio

sob o lema “Tu me olhaste nos olhos"

Entre os dias 25 e 27 de abril, sob o lema "Tu me olhaste nos olhos", aconteceu na Paróquia do Calvário, em Nova Santa Rita, a 115ª Reunião do Concílio da Diocese Meridional. A Cele- bração de Abertura, com a leitura da Carta Pastoral, foi realizada na sexta-feira à noi- te, no amplo e moderno salão paroquial da comunidade anfitriä.

Lembrando que o Concílio é um mo- mento de comunhão, de esperança, de partilha e renovação, o bispo Orlando Santos de Oliveira, em sua homilia, des- tacando que a assembléia estava ocorren- do em pleno tempo pascal, questionou: "Será que parecemos ser o povo da Res- surreição?" Chamando atenção para o lema do Concílio, d. Orlando salientou que "o olhar de Cristo nos conclama a sairmos do raquitismo eclesiástico, da aco- modação evangelizadora, da valorização da pequenez, da estagnação, da esclerose, do declínio, pois estes são sinais de nossa desobediência à vontade e ao chamado de Deus, através do olhar de Jesus". E fina- lizando, encorajou a todas as lideranças diocesanas "a se preparar pela oração a fim de ousar uma atitude cristã, nos mais di- versos segmentos da sociedade. A tarefa é imensa. As demandas e as pressões do co- tidiano, às vezes, são quase insuportáveis, gerando acomodação, desânimo, senti- mento de fracasso e de impotência. As orações e o compromisso de todos nos possibilitarão prosseguir."

Na manhã de sábado, após o Ofício Matutino, feita a chamada das delegações e registradas as presenças de 18 clérigos e 39 delegados leigos, divididos em gru- pos, os conciliares analisaram os diver- sos relatórios de sodalícios, pastorais e co- missões. Mais uma vez, os delegados, entre outras conclusões, manifestaram que seria bem mais proveitoso esse tra- balho se os relatórios fossem enviados às paróquias com tempo hábil para discus- são antes do Concílio.

Na tarde de sábado, após a apresenta- ção da apreciação dos relatórios, novos gru- pos foram formados para Estudo Bíblico. Tendo como apoio o 3º subsídio da série Responsabilidade Cristã e Missão, os con- ciliares refletiram sobre os textos de Jeremias 1: 1-10 (A vocação de Jeremias: desafios e dificuldades) e São Lucas 10: 1- 12 (O chamado de Jesus para anunciar o Reino e ministrar a Paz!).

Um Oficio Vespertino encerrou as ati- vidades da tarde de sábado e a noite foi reservada para atividades artísticas, com a apresentação de vários talentos da comu- nidade local e de delegações visitantes.

Boa parte da manhã de domingo, dia 27, foi dedicada à apresentação do relatório financeiro e orçamento para 2008-2009. Após o almoço aconteceu a eleição de par- te do Conselho Diocesano, foi apresenta- da a nova coordenação da Ujab (União da Juventude) e cedido espaço para pronun- ciamento da presidente da Umeab (União das Mulheres).

Os trabalhos conciliares cessaram no final da tarde, com a Celebração de Encer- ramento que foi marcada pela posse da Co- ordenação da Juventude e apresentação de outras diretorias de sodalícios.

Vale ressaltar o trabalho incansável da revda. Leane de Almeida, pároca da Paró- quia do Calvário, e seus paroquianos, in- cansáveis na recepção e boa acolhida a to- dos os delegados e visitantes. No próximo ano, a 116ª Reunião do Concílio deverá acontecer na Paróquia do Espírito Santo, em Montenegro.

Conciliares na Paróquia do Calvário, em Nova Santa Rita

Eleições e nomeações

O rev. Ives Vergara Nunes e o sr. Air Pau- lo Luz foram eleitos para integrar o Conselho Diocesano.

Também foram apresentados os novos in- tegrantes da Pastoral da Juventude Diocesana: Sem. Tatiane Vidal dos Reis (Paróquia de To- dos os Santos - Novo Hamburgo) Eder Ramos (Paróquia São Lucas - Canoas) Priscila Miranda de Oliveira (Paróquia São Lucas - Canoas) Kenia Garcia de Oliveira (Paróquia da Res- surreição - Porto Alegre) Maria Cláudia Gastal (Paróquia da Trindade - São Leopoldo)

Para a Secretaria de Comunicação, o bis- po diocesano nomeou: Post. Josué Soares Flores (Paróquia da Vir- gem Maria - Caxias do Sul) Paula Suzuki (Paróquia da Virgem Maria Caxias do Sul) Leandro Almeida (Paróquia do Espirito Santo

  • Montenegro) Sem. Tatiane Vidal dos Reis (Paróquia de To- dos os Santos - Novo Hamburgo) Sem. Fernando da Silva Santos (Paróquia de Todos os Santos - Novo Hamburgo)

Paróquia da Virgem Maria confirma jovens e lança jornal

Josué Flores

No Domingo da Trindade, tivemos na Paróquia da Virgem Maria, em Caxias do Sul, a imposição das mãos no Rito de Santa Con- firmação (Crisma). Três jovens (Rafael Savaris, Rafael Setti e Bruno Marques) foram acolhi- dos em plenitude no Corpo de Cristo.

Depois, no dia 08 de junho, recebemos a visita pastoral de d. Orlando de Oliveira, que minis- trou a Santa Eucaristia, instalou o Capítulo "Mater Dei" da Ir- mandade de Santo André e ini- ciou os candidatos andrelinos.

nela Anglicana" e, finalizando sua visita, par- ticipou do almoço em comemoração ao 57°. aniversário da Paróquia.

O Capítulo "Mater Dei" da Irmandade de Santo André na Paróquia da Virgem Maria conta com oito andrelinos que ago- ra edificam as colunas de Oração e Serviço desta irmandade para o cumprimento de sua missão. A ins- talação é resultado de várias reuni- ões de homens promovidas pela paróquia.

tem seu jornal...

Também abençoou e lançou pu- Em Caxias, paróquia blicamente o jornal paroquial "Ja- O Jornal "Janela Anglicana" tem por objetivo a divulgação da mensagem da Cruz, mas também a divulgação da Igreja Anglicana em Caxias do Sul. O jornal con- ta com o apoio de uma comis- são de comunicação e jornalis-

mo da própria paróquia e colaboradores. Os recursos para sua manutenção advêm de anúncios e patrocínios. A distribuição é gra- tuita e a tiragem é de 7 mil exemplares, toda em padrão colorido e formato tablóide jor

Projeto Cantuária • Biblioteca Digital Anglicana