O Estandarte Christão - 02/1896
O ESTANDARTE CHRISTÃO
ORGAM DA EGREJA PROTESTANTE EPISCOPAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Arvorae o estandarte aos povos - Isaias 62:10
VOL. IV Assignatura: POR ANNO . . . 3$000 Rio Grande do Sul, Fevereiro de 1896 Publicação UMA VEZ NO FIM DE CADA MEZ N. 2
EXPEDIENTE Toda a correspondencia deve-se dirigir á CAIXA DO CORREIO, N. 47 O escriptorio da redacção acha-se na casa n 147, rua Benjamin Con- stant.
REDACTORES: Revd. Wm. Cabell Brown Revd. Americo V. Cabral Revd. Lucien Lee Kinsolving
N'esta redacção dão-se todas as informações sobre tratados, e pu- blicações evangelicas. Todas as pes- soas que desejarem tomar assigna- tura d'este jornal dar-se-hão ao en- commodo de nos remetter seu en- dereço, que serão immediatamente attendidas. Os pagamentos poderão ser feitos pelo correio.
RELAÇÃO DAS EGREJAS
A Capella da Trindade Rua dos Voluntarios da Patria n. 386 Porto Alegre Pastor: Rev. James W. Morris Nos Estados-Unidos Junta Parochial: Raymundo José Pereira 1º Guardião. João Leirias 2º guardião. Gervasio M. de Moraes Sarmento Thesoureiro. Major José Lopes de Oliveira Secretario. Carlos Emil Hardegger Gabriel dos Santos
A Capella do Bom Pastor Rua Riachuelo n. 126 Porto Alégre Pastor Rev. W C. Brown Residencia Rua Garibaldi Diacono: Rev. V Brande. CAIXA DO CORREIO, N. 5 Junta Parochial: Antonio P. da Silva Thesoureiro Pinto do Leão 1º guardião José P. S. Norte 2º guardião.
A Capella do Calvario Rio dos Sinos Pastor: Rev. Antonio M. de Fraga Junta Parochial: André Machado Fraga 1º guardião. Maurilio M. de Moraes Sarmento 2 guardião Ernesto Gomes P. Bastos Thesoureiro Affonso Antunes da Cunha Secretario Odorico F. de Souza Lucas M. de M. Sarmento.
Capella da Resurreição São José do Norte Congregação ainda não organi- sada.
A Capella do Redemptor Rua Felix da Cunha n. 61 Pelotas Pastor: Rev. John G. Meem CAIXA DO CORREIO N. 64 Junta Parochial: Belmiro F. da Silva 1º guardião Raphael A. dos Santos 2º guardião Amaro Pinto de Oliveira Thesourciro Joaquim A. Froes Registrador Manoel G. de Castro Alipio J. dos Santos.
Capella do Espirito Santo Boa Vista Municipio de Pelotas Congregação ainda não orga- nisada.
A Capella do Salvador Rua 20 de Fevereiro, Esquina Villeta Rio Grande Pastor: Rev. L L. Kinsolving Residencia: 147 Rua Benjamin Con- stant. CAIXA DO CORREIO N. 47 Junta Parochial: Thesoureiro Manoel Thomaz de Oliveira 1º guardião Augelo Catalan 2º guardião João Vicente Romeu Registrador Antonio Gazzineo Jacintho de Santa Anna.
A Capella da Graça Viamão Pastor: Rev. Americo V. Cabral José Luiz Ferreira Secretario José de Deus Rosa Thesoureiro
Relatorio do Deão da convocação annual da Egreja Protestante Episcopal no Sul dos Estados Unidos do Brazil SOBRE O ESTADO DA EGREJA
Presados Irmãos, Clericaes e Leigos: Graça, misericordia e paz seja comvosco em nome de nosso Se- nhor resuscitado, e com as varias parochias que representaes. De accordo com as disposições do Artigo VI da Constituição, pe- dimos permissão de apresentar o seguinte Relatorio sobre O Es- tado da Egreja», confessando nos, desde já, penhorados pela vossa benevola attenção. Temos ainda em mente as gra- tas recordações da ultima convo- cação. O espirito de harmonia e concordia, que caracterisou nossa reunião na capital do Estado, foi um incentivo de proveito e anima- ção, que tinham sua plena fruição n'este lapso de mezes. Separan- do-nos na tarde da ultima sessão com novas resoluções - os ulti- mos raios do sol poente cahindo sobre o pequeno bando dos irmãos ajoelhados como uma benção lan- çada pela mão divina - levamos para nossas parochias o impulso espiritual que recebemos durante a semana em que oramos e delibe- ramos reunidos. Deus permitta que o mesmo espirito distinga nos- sas deliberações n'esta occasião, que discutamos as questões com a mesma harmonia, e so're tudo, que o mesmo Espirito Divino pre- sida aqui, dotando-nos de sabedo- ria e amor fraternal, afim de que cada assumpto receba nossa tran- quilla e estudiosa attenção. Reunimo-nos hoje em circum- stancias muito mais auspiciosas do que em Abril do anno findo, N'aquella occasião, ainda ficou no horizonte a escura sombra d'um acontecimento infaustoso, annu- viando o céu de nossas esperan- ças, a qualia passando, mas ain- da não passára. Hoje, temos occa- sião de patentear nossa gratidão ao Altissimo, pois já desapparecê- ram totalmente os medonhos re- sultados da infidelidade d'aquelle que cahiu, victima da trangres- são. Um de vossos officiaes deu baixa na crise do conflicto, em frente do inimigo, mas tal foi a santa resolução e lealdade do pe- queno exercito, que os soldados cerraram fileiras e avançaram denodadamente avante, mais in- venciveis do que outr'ora. Foi nosso previlegio visitar de- pois da ultima convocação todos os pontos occupados por nossos trabalhadores, com a excepção de Viamão. Por conseguinte, basea- mos o nosso párêcer não somente nos relatorios man lados pelos varios párochos, mas tambem em factos que obtivêmos, na conversa man- tida com os pastores e rebanhos. Ao examinarmos detidamente a historia da missão durante os nove mezes findos, podemos ser- vir-nos do lemma do pavilhão nacional para exprimir o grão de prosperidade da nossa pequena egreja que será um dia, prou- vera a Deus, a egreja nacional. Por toda a parte, vemos Ordem e Progresso. Apezar do nume- ro dos serviços divinos não ser egual ao do passado, devido á ausencia de um presbytero labo- rioso e a doença de um diacono infatigavel acham-se nossos arautos, como o Apostolo São Pau- lo, em muitissimos trabalhos >>> (II Cor. IX. 23.); seus trabalhos marcham em bôa ordem; e os re- sultados auguram um ditoso pro- gresso. Principiando nossa breve revis- ta com a nova parochia da Graça, Viamão, notamos um desenvolvi- mento visivel, já não só pelo nu- mero dos novos commungantes, as primicias d'uma rica colheita mais tarde, como tambem nos serviços divinos estabelecidos em dois pontos, na organisação de duas escholas dominicaes, e no bom acolhimento do nosso diacono pelo respeitavel publico d'aquelle municipio. Deus permitta que o diacono-pastorcresça diariamente em influencia e predominio moral, até que recêba por salario muitas almas redimidas. A capital do Estado, o ponto estrategico da nossa propaganda, distingue-se pelos trabalhos in- cansav cansaveis do presbytero e diaco- no ali residentes. Estes irmãos, cujos labores acham-se augmen- tados oppressivamente, devido a ausencia forçada do seu collabo- rador, Revd. James W. Morris, que tem louvor no evangelho de em todas as egrejas (II Cor. VIII. 18.), acham-se na frente da maior força da peleja (II Sam. XI. 15.), onde combatem indefes- samente os exercitos do jesuitis- mo, mundanalidade e indifferen- tismo. Felizmente, ha evidencia d'uma preparação do povo para o evangelho da pazo unico sys- tema ou philosophia que pode sa- tisfazer as mais profundas aspira- ções da alma humana. Ao nosso humilde criterio, Deus está con- fundindo os inimigos da verdade n'aquella capital, e mais tarde uma riquissima colheita será o galardão dos ceifadores laboriosos. Pelo presente, ficamos animados de commungantes, a crescida as- sistencia das escolas dominicaas e o adiantamento continuo das offer- tas. A parochia do Redemptor, cuja hospitalidade generosa gozamos hoje, anda sempre no seu acostu- mado passo militar. Com a exce- pção da capella do Bom Pastor, constitue o trabalho pelotense a mais recente das parochias urba- nas; e prosperidade é o caracte- ristice do trabalho desde o princi- pio. Nas designadas occasiões de alistamento, o pastor tem sempre o privilegio de receber candidatos em bom numero. Os commungan- tes addidos durante os nove me- zes findos, são de egual numero dos do anno passado; as offertas no mesmo periodo egualam com as do ultimo relatorio, abrangendo o anno inteiro; a assistencia da es- cola dominical é mais que dupla; portanto, é de justiça dizer que a parochia, sob as ordens de seu pastor militar, avança a passo de carga. A capella do Calvario, Rio dos Sinos, que, sob o ponto de vista do numero de commungantes e offerças, occupa o segundo lugar na lista das parochias, goza d'uma prosperidade excepcional, que se manifesta não somente no numero dos novos commungan- tes admittidos, como tambem na importancia total das collectas angariadas, e ainda mais, no sa- crificio feito por todos para com- pletar a construcçãode sua ogreja, inaugurada em Março proximo passado. Merece mais elogio do que somos capazes de exprimir es- te trabalho, os irmãos Gervasio M. de M. Sarmento, João Francisco de Souza, Lucas de Machado Sarmento, André M. Fraga, Oderico de Souza e do Sr. tenente-coronel Zeferino Fra- ga, os quaes, por abnegação e heroicos esforços dos irmãos, Srs. e desprezo de seus proprios interes- ses, se dedicaram, d'um modo as- signalado, para este pio e benefico fim. Não só estes, mas a congre-
O ESTANDARTE CHRISTÃO 2 mos por outro modo, irmãos, se- gação inteira, merece os maiores parochias urbanas basta talvez encomios pelos seus donativos ge- pelo presente, e serve como base nerosissimos. Esta parochia tem para seu futuro desenvolvimento. a honra de marcar o passo para Mas, com a pacificação da patria, seus camaradas nos outros acam-nos é restituido o privilegio de pamentos, e fazemos votos para levar nosso estandarte ás plani- que estes, na futura occasião de cies e povoações interiores, onde construir templos, não deixem de ricos campos nos convidam. >> imitar o louvavel exemplo dos 12º. Isto nos suggere logicamen- irmãos contractenses. te nossa segunda falta, a saber, Por certo, o calix do nosso de mais arautos da palavra. E' diacono contractense acha-se tras- de congratular-nos que ha dois bordado d'uma alegria santa ao dandidatos pelo Sagrado Ministe- comparecer n'esta convocação, rio, mas é de lamentar que ha com tantas provas da fidelidade dois só. Importa que accentuemos de seus caros parochianos; e, sem duvida, essa alegria se exprime em nossos sermões e conversas. palavras mais sagradas do que os velhos estan- dantes de batalha invocamos <o Espirito Santo que presidiu davipalavras do Psalmista: me pastoraes a necessidade impres-nos concilios dos bemaventurados p. 1. José Primenio, o qual publicamos com satisfação: A cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, a Mau- ritstadt dos hollandezes, tem tres partes distinctas, que são uma pe- ninsula, uma ilha e parte do con- tinente. 1ª. A peninsula Ao Sul da velha e historica cidade de Olinda extende-se pequena peninsula es- treita e um tanto alongada, que se liga ao continente pclo isthmo da Cruz do Patrão ». Essa peninsula é banhada à léste pelo oceano atlantico, a oés- te pelo rio Beberibe, que, forman- do um só corpo com o Capibaribe, parte meridional da dita penin- sula. Athanasio disse: As santas e divinamente inspiradas Escriptu- ras são, em si, sufficientes para a enunciação da verdade. >> Athanas. Contra Gentes, Tom. 1. Cyrillo de Jerusalem disse: <<< Concernente os divinos e santos mysterios da fé, uma observação por mais pequena que não deve ser proferida sem as Santas Escripturas. > Cyril, Hierosol. Catech. IV. 12 Basilio disse: Créde as cou- sas que são escriptas; as cousas que não são escriptas deixae de procurar. >> Ambrosio disse: « Como é que podemos usar aquellas cousas, que não achamos nas Escriptu- ras! >> Ambros. Offic. Lib. I. c. 23 Jeronymo disse: <<< Como nós não negamos as cousas que são es- criptas, assim recusamos aquellas que não o são. » Hieron. Adv. Helvid. Tom. IV. р. 141. Agostinho disse: < Nas cousas que são claramente enunciadas nas Escripturas, acham-se todas as coisas que contêm a verdade e a moral. >> Aug. Cont. Petilium Lib. III. cap. 6. Vincentio Lirinensis começa com a admissão, que o canon da Escriptura é perfeito, e é abun- dantemente sufficiente para todas as cousas. >>> Vincent. Lirin. Commonitor c. 2. Theodoret disse: <<< Não traga raciocinios e syllogismos huma- nos; eu me baseio nas Escriptu- ras. >>> Theodoret. Dial. I. João Damasceno disse: Todas as cousas que nos são entregues pela Lei, os Prophetas, os Aposto- los e os Evangelistas, nós rece- bemos, reconhecemos e reveren- ciamos, não buscando nada além d'ellas. >> Damascen. Lib. I. De Orthodox. Fide c. 1. Não pode ser necessario trazer mais provas, ou mais fortes, que os Padres com uma voz affirmam a perfeição e sufficiencia da Pala- vra Escripta para o fim porque foi escripta, a saber: para ser uma regra da fé e uma regra da vida. >> (Trad. do Browne's Expos, of XXXIX art. por J. G. M.)
Carta de Pernambuco Nambuco, recebemos com data de 10 de Janeiro de 1896 o seguinte escripto de nosso correspondente Hyppol to disse: Ha um sọ Deus, a quem nós não reconhece- mos por meio das Santas Escriptu- ras. >> mos por outro modo, irmãos, se- gação inteira, merece os maiores parochias urbanas basta talvez encomios pelos seus donativos ge- pelo presente, e serve como base nerosissimos. Esta parochia tem para seu futuro desenvolvimento. a honra de marcar o passo para Mas, com a pacificação da patria, seus camaradas nos outros acam-nos é restituido o privilegio de pamentos, e fazemos votos para levar nosso estandarte ás plani- que estes, na futura occasião de cies e povoações interiores, onde construir templos, não deixem de ricos campos nos convidam. >> imitar o louvavel exemplo dos 12º. Isto nos suggere logicamen- irmãos contractenses. te nossa segunda falta, a saber, Por certo, o calix do nosso de mais arautos da palavra. E' diacono contractense acha-se tras- de congratular-nos que ha dois bordado d'uma alegria santa ao dandidatos pelo Sagrado Ministe- comparecer n'esta convocação, rio, mas é de lamentar que ha com tantas provas da fidelidade dois só. Importa que accentuemos de seus caros parochianos; e, sem duvida, essa alegria se exprime em nossos sermões e conversas. palavras mais sagradas do que os velhos estan- dantes de batalha invocamos <o Espirito Santo que presidiu davipalavras do Psalmista: me pastoraes a necessidade impres-nos concilios dos bemaventurados p. 1. José Primenio, o qual publicamos com satisfação: A cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, a Mau- ritstadt dos hollandezes, tem tres partes distinctas, que são uma pe- ninsula, uma ilha e parte do con- tinente. 1ª. A peninsula Ao Sul da velha e historica cidade de Olinda extende-se pequena peninsula es- treita e um tanto alongada, que se liga ao continente pclo isthmo da Cruz do Patrão ». Essa peninsula é banhada à léste pelo oceano atlantico, a oés- te pelo rio Beberibe, que, forman- do um só corpo com o Capibaribe, parte meridional da dita penin- sula. Athanasio disse: As santas e divinamente inspiradas Escriptu- ras são, em si, sufficientes para a enunciação da verdade. >> Athanas. Contra Gentes, Tom. 1. Cyrillo de Jerusalem disse: <<< Concernente os divinos e santos mysterios da fé, uma observação por mais pequena que não deve ser proferida sem as Santas Escripturas. > Cyril, Hierosol. Catech. IV. 12 Basilio disse: Créde as cou- sas que são escriptas; as cousas que não são escriptas deixae de procurar. >> Ambrosio disse: « Como é que podemos usar aquellas cousas, que não achamos nas Escriptu- ras! >> Ambros. Offic. Lib. I. c. 23 Jeronymo disse: <<< Como nós não negamos as cousas que são es- criptas, assim recusamos aquellas que não o são. » Hieron. Adv. Helvid. Tom. IV. р. 141. Agostinho disse: < Nas cousas que são claramente enunciadas nas Escripturas, acham-se todas as coisas que contêm a verdade e a moral. >> Aug. Cont. Petilium Lib. III. cap. 6. Vincentio Lirinensis começa com a admissão, que o canon da Escriptura é perfeito, e é abun- dantemente sufficiente para todas as cousas. >>> Vincent. Lirin. Commonitor c. 2. Theodoret disse: <<< Não traga raciocinios e syllogismos huma- nos; eu me baseio nas Escriptu- ras. >>> Theodoret. Dial. I. João Damasceno disse: Todas as cousas que nos são entregues pela Lei, os Prophetas, os Aposto- los e os Evangelistas, nós rece- bemos, reconhecemos e reveren- ciamos, não buscando nada além d'ellas. >> Damascen. Lib. I. De Orthodox. Fide c. 1. Não pode ser necessario trazer mais provas, ou mais fortes, que os Padres com uma voz affirmam a perfeição e sufficiencia da Pala- vra Escripta para o fim porque foi escripta, a saber: para ser uma regra da fé e uma regra da vida. >> (Trad. do Browne's Expos, of XXXIX art. por J. G. M.)
O ESTANDARTE CHRISTÃO 2 mos por outro modo, irmãos, se- gação inteira, merece os maiores parochias urbanas basta talvez encomios pelos seus donativos ge- pelo presente, e serve como base nerosissimos. Esta parochia tem para seu futuro desenvolvimento. a honra de marcar o passo para Mas, com a pacificação da patria, seus camaradas nos outros acam-nos é restituido o privilegio de pamentos, e fazemos votos para levar nosso estandarte ás plani- que estes, na futura occasião de cies e povoações interiores, onde construir templos, não deixem de ricos campos nos convidam. >> imitar o louvavel exemplo dos 12º. Isto nos suggere logicamen- irmãos contractenses. te nossa segunda falta, a saber, Por certo, o calix do nosso de mais arautos da palavra. E' diacono contractense acha-se tras- de congratular-nos que ha dois bordado d'uma alegria santa ao dandidatos pelo Sagrado Ministe- comparecer n'esta convocação, rio, mas é de lamentar que ha com tantas provas da fidelidade dois só. Importa que accentuemos de seus caros parochianos; e, sem duvida, essa alegria se exprime em nossos sermões e conversas. palavras mais sagradas do que os velhos estan- dantes de batalha invocamos <o Espirito Santo que presidiu davipalavras do Psalmista: me pastoraes a necessidade impres-nos concilios dos bemaventurados p. 1. José Primenio, o qual publicamos com satisfação: A cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, a Mau- ritstadt dos hollandezes, tem tres partes distinctas, que são uma pe- ninsula, uma ilha e parte do con- tinente. 1ª. A peninsula Ao Sul da velha e historica cidade de Olinda extende-se pequena peninsula es- treita e um tanto alongada, que se liga ao continente pclo isthmo da Cruz do Patrão ». Essa peninsula é banhada à léste pelo oceano atlantico, a oés- te pelo rio Beberibe, que, forman- do um só corpo com o Capibaribe, parte meridional da dita penin- sula. Athanasio disse: As santas e divinamente inspiradas Escriptu- ras são, em si, sufficientes para a enunciação da verdade. >> Athanas. Contra Gentes, Tom. 1. Cyrillo de Jerusalem disse: <<< Concernente os divinos e santos mysterios da fé, uma observação por mais pequena que não deve ser proferida sem as Santas Escripturas. > Cyril, Hierosol. Catech. IV. 12 Basilio disse: Créde as cou- sas que são escriptas; as cousas que não são escriptas deixae de procurar. >> Ambrosio disse: « Como é que podemos usar aquellas cousas, que não achamos nas Escriptu- ras! >> Ambros. Offic. Lib. I. c. 23 Jeronymo disse: <<< Como nós não negamos as cousas que são es- criptas, assim recusamos aquellas que não o são. » Hieron. Adv. Helvid. Tom. IV. р. 141. Agostinho disse: < Nas cousas que são claramente enunciadas nas Escripturas, acham-se todas as coisas que contêm a verdade e a moral. >> Aug. Cont. Petilium Lib. III. cap. 6. Vincentio Lirinensis começa com a admissão, que o canon da Escriptura é perfeito, e é abun- dantemente sufficiente para todas as cousas. >>> Vincent. Lirin. Commonitor c. 2. Theodoret disse: <<< Não traga raciocinios e syllogismos huma- nos; eu me baseio nas Escriptu- ras. >>> Theodoret. Dial. I. João Damasceno disse: Todas as cousas que nos são entregues pela Lei, os Prophetas, os Aposto- los e os Evangelistas, nós rece- bemos, reconhecemos e reveren- ciamos, não buscando nada além d'ellas. >> Damascen. Lib. I. De Orthodox. Fide c. 1. Não pode ser necessario trazer mais provas, ou mais fortes, que os Padres com uma voz affirmam a perfeição e sufficiencia da Pala- vra Escripta para o fim porque foi escripta, a saber: para ser uma regra da fé e uma regra da vida. >> (Trad. do Browne's Expos, of XXXIX art. por J. G. M.)
O ESTANDARTE CHRISTÃO 3 cia municipal, a bibliotheca pu-Caxanga, Remedios, Ypiranga, Porém, Thomé sabia o que ha- Porém, de repente, alguma blica do Estado, o gabinete portu- Afogados, Boés, Giquiha, Areias, via de fazer, e foi indo até que consa o impediu uma arithme- guez de leitura, a sociedade dos Peres, Tigipió, Montes Guarara- chegasse ao meio ponto do paalo, tica e aquellas contas. artistas mechanicos e liberaes, o pes, Boa Viagem, ilha do Noguei- Então elle correu, e correu de tal senado do Estado, a casa dos ex- ra, Imbiribeira e outros. modo, que parecia como se esti- postos, o arsenal de guerra, o edi- As egrejas evangelicas que nes- ve.se voando. O espaço entre elle ficio da Egreja Evangelica Per- sa bella cidade trabalham para e os outros ia diminuindo; elle os nambucana, o da Egreja Presby-salvar peccadoras, são a Egreja teriana, o Instituto Archeologico Anglicana (entre a população Detenção, o Mercado, a fortaleza byteriana, a Evangelica Pernam- das Cinco Pontas, a estação da bucana, a Evangelica Recifense Estrada de Ferro Sul de Pernam-e a Baptista. buco, a da Estrada de Ferro Cen- tral (Caruaru), etc. D'essas egrejas tem templos as tres primeiras, isto é, a Anglica- na, a Evangelica Pernambucana e Essa ilha liga-se à peninsula onde está o bairro do Recife pela a Presbyteriana. << ponte do Recife >>> e pela ponte Buarque de Macedo; liga-se Mas sahiu da linha, e não po- dia ao continente pela >>> ponte Isabel >>> (nome dado em honra à princeza Isabel, filha de D. Pedro II, que então era imperador do Brazil; ha tambem um theatro com o nome d'ella), pela ponte da Boa Vista, pela da Estrada de Fer- ro do Recife a Caxanga, pela ponte dos Afogados, que é nome de um arrabalde; pela da Estrada de Ferro Sul de Pernambuco, que bate que nos está proposto », e <<<Prosigo segundo o fim proposto». Fallou acerca das corridas dos antigos romanos, e como os corre- dores tinham de ficar na linha de- marcada, se quizessem ganhar o Thomé, e olhou para as contas:
- Estão bem feitas, póde sa- hir », disse elle. Thomé sahiu, mas caminhou bem devagar, e chegando a porta da casa parou, virou-se e voltou para a escola. Achou-a fechada, e então correu bem longe para a casa do professor: -Posso fallar com Mr. Choa- te», perguntou, e logo esteve na presença d'elle. << O que ha? perguntou Mr. Choate. -Vim a confessar, respon- deu Thome de las sem poder esqueces, no << Não vou parar por causa del- las, disse Thomé o si mesmo, e esforçou-se a correr n'outro lado achal-a mais. e quão triste parecia João. N'este momento accordou-se e Mr. Choate estava abrindo a por- ta. Entrou, pegou na pedra de e deu para ella as suas cousas sem embrulhal-as. Porém, quando ella sahiu, elle disse a si mesmo: Aquella velha tinha tanta anciedade acerca d'aquelle papel, que me fez curioso de ver o que elle contem. Vou lêl-o. Um outro freguez, chegando n'aquelle momento, so tinha tem- po de de lêr lêr as seguintes palavras: << Tú, porém, vai ao tempo pre- definido; e descançarás e ficarás na tua sorte até ao fim dos dias.>>> Elle era ignorante de que estas palavras são o ultimo verso do livro do propheta Daniel, nem sa- bia que teria razão de abençoar a Deus por ter-lhe dado a opportu- nidade de as lêr. COMO THOME VENCEU NA CORRIDA Os meninos da Escola Alta de fica proximo à dos Afogados, e Mr. Choate tinham dois clubs athleticos, chamados respectiva- mente Os Centros e os << Cam- pos», e arranjaram jogos entre si. Haviam saltos e corridas a pée ao bicycle para os maiores, e para os meninos de doze annos ou me- nos, uma corrida de uma milha. << Nós vamos vencer os «Cam- pos >>> n'aquella, disse Ricardo Dodd dos << Centrosa um com- panheiro. Thomé Nelson de nosso club corre melhor do que todos de sua idade, e se os grandes não ganharem premio algum, elle farà tudo direito. >>> O dia dos jogos apresentou uma scena animadora. Quando os sal- tos, os jogos de bala e as outras corridas acabaram-se, estava an- nunciada a corrida de uma milha, e dez meninos pozeram-se em li- nha em frente da estante do juiz. A campainha tocou, e logo elles partiram. Mas não correram ligeiro, por- que uma corrida de uma milha não é brinquedo. Se correrdes ligeiro no princi- pio, vos dareis por vencidos antes de chegardes ao fim. Então elles trotaram juntos lado por lado. Duas vezes em roda do prado foi uma milha, e quando os meninos approximaram o estante do juiz, pela primeira vez a excitação dos espectadores principiou. Alguns d'elles já respiravam com diffical- dade, mas não Thomé. Elle gri- tou: << Vivam os Centros! >>> Agora principiaram a correr mais ligeiro. Schmidt foi na fren- te de todos, Jones esforçou-se e passou adiante d'elle, e ainda um outro passou os dois, mas Thomé não apressou-se. Os seus companheiros sentiram- se anciosos e lhe aconselharam: Vai mais ligeiro, Thomé. » premio. Se elles não correram conforme a regra, não podiam obter a recompensa. >>> Todos os meninos lembraram-se da primeira corrida dos clubs, quando um dos rapazes seguiu um caminho curto fóra da linha e es- tava expulso. Chegou primeiro, mas não recebeu nada. << S. Paulo compara esta vida a uma corrida», disse o superin- tendente. <<< Eile, como um bom corredor, proseguiu segundo o fim. Sabeis qual é a linha traça- da para nós na corrida da vida? E' os passos de Nosso Senhor, e se quizerdes vencer n'esta corrida, caros meninos, tendesde seguil-os. <<< Cada vez que um menino faz uma acção vil ou mentirosa, quebra um dos mandamentos que o Senhor Jesus nos deu, aquelle menino está sahindo da linha, e deve voltar a ella com pressa ou perderá o premio. >>> Na segunda-feira de tarde, Thomé estava sósinho na escolas com sua arithmetica em frente e não tinha seu negocio para distra- hir seus pensamentos. Percorreu as ruas da cidade sem objectivo, mas as palavras até ao fim dos