INTEGRADOS NA IGREJA CATÓLICA D. SALOMÃO FERRAZ E A ORDEM DE SANTO ANDRÉ
O Presidente Eisenhower Visita o Papa João XXIII
- Frente a Frente os Dois Poderes Maiores do Mundo
No dia 7, o Presidente dos Estados Unidos, Eisen- hower, discutiu problemas mundiais com o Papa João XXIII, numa audiência pri- vada efetuada no Vaticano concluindo, assim, a primei- ra etapa de sua viagem por onze nações da Europa, Asia e Africa,
Depois de uma "cálida e inspiradora" discussão de quase uma hora com o Pon- tífice, o presidente dos Es- tados Unidos dirigiu-se ao vizinho Colégio (seminário) Americano de Roma, para tomar um helicóptero que o conduziu ao aeroporto de Ciampino, de onde partiu, minutes mais tarde, com des- tino a Ancara, Turquia, se- gunda escala de sua viagem. O Papa deu as boas-vin- das ao presidente americano dizendo que a Igreja Cató- lica "não pode se não aco- lher com júbilo todo esfôrço sincero" que se faça para garantir a paz mundial. Como para acentuar a im- portância que atribuía à en- trevista, o Papa convidou a comparecer a ela o secretá- rio de Estado do Vaticano, cardeal Domenico Tardini. Disse-se em círculos do Va- ticano, que, pelo que se sa- be, isso não tinha preceden- tes. A entrevista com o Papa foi a culminação de uma ma- nhã bastante atarefada para o presidente Eisenhower, Eisenhower levantou-se antes das 8 horas para as- sistir aos serviços religiosos dominicais na Igreja Episco- pal de São Paulo e regres- sar, em seguida, ao Palácio do Quirinal, a fim de despe- dir-se do presidente italiano, Giovanni Gronchi. Da conferência da biblio- teca particular, que se pro-
Danoso Equivoco
Há muito tempo martela nossos ouvidos, já como "slogan", a afirmação de que populações sub-nutridas e doentes levam em caminho reto ao comunismo e que, portanto, a morte dêste está na extinção pura e simples da ignorância, da miséria e das enfermi- dades. A maioria dos católicos afina por êsse diapasão. Não foi o povo russo que implantou o comunismo em 1917, nem o chinês em 1949. Os movimentos extremistos, em vários paí- ses do mundo, partem sempre de grupos reduzidos de fanáticos. Calcula-se que haja no Brasil 10 milhões de espiritistas, mas não há 30.000 comunistas convictos e registrados. Nem sequer foi o povo, como tal, que fêz a Revolução francesa. A única e ver- dadeira agitação extremista que tivemos no Brasil, o povo foi in- telramente alheio a ela. Estamos convencidos de que uma outra causa existe para a vitória do bolchevismo em qualquer país. Na Rússia, a causa foi o czarismo, na Espanha, em 1936, o povo, que tanto vinha so- frendo, reagiu apesar disso contra o comunismo. A outra causa é intencionalmente omitida. Também a "outra causa" da Reforma é omitida, focando-se apenas o orgulho e a rebeldia de Martinho Lutero. Mas nós sabemos que houve depois da Reforma uma Contra-Reforma. A causa única e direta da expansão comunista é a omissão, a incompetência ou a desonestidade dos governos. Essa, sim. Mes- mo entre nós, o Cardeal Câmara está insistindo na onda de frau- de, subôrno e corrupção que há muito invade êste país. Basta ouví-lo nas hebdomadárias palestras radiofônicas. Essa onda alas- tra até às camadas populres. Os técnicos do extremismo apro- veitam a oportunidade para a baderna, que não suscita a revolta do povo, mas a indiferença. Se uma campanha nacional fosse movida, criteriosa e serena, em prol da moralidade política e administrativa, os três podêres de Estado, forrados dessa moralidade, aliviariam logo, e enorme- mente, o desconfôrto denosso povo; ignorância, miséria, fome e doenças. E por que não se faz é o caso de perguntar nobre campanha? Eis af a tragédia em que nos debatemos. Todos nós, mais ou menos, estamos vivendo dos governos. São pedidos, pistolões, nomeações, transferências, auxílios e sub- venções, promoções, empregos, favoritismos. etc., etc. Estamos todos, uns mais outros menos, dependentes de um despacho presi- dencial ou ministerial. Ninguém se apresenta com a coragem de arrostar com o desagrado de cima. Se isso por um lado, nos tira tôda a isenção e autoridade, por outro lado suscita uma espécie de discrecionarismo dos governos, que leva ao arbítrio, às exceções odiosos, e daí a corrupção vai apenas um passo. Se o filho precisa de um emprego, e êsse emprego depende da assinatura de um Presidente qual é o pai que se atreve a apontar um êrro dêsse Presidente? Os católicos, estamos laborando em danoso equivoco, talvez inconscientemente, pois seria temerário dizer deliberadamente. Não são os flagelados do Nordeste, os das enchentes do sul, nem mesmo os favelados que estão manobrando seus barcos para o pôrto comunista. Não é o camponês mineiro, privado de médico, de es- cola e de transporte, quase semi-nu e morando em tapera. Quem está manobrando o barco para o pôrto comunista são os 20 milhões de cruzeiros de desfalque na Caixa Econômica do Ceará, os 18 milhões roubados à tesouraria dos correios do Rio, e assim suces- tivamente, para não falar no que se passa nas autarquias e ins- titutos de previdência, nas nababescas viagens aviatórias, nas faus- tosas comissões ao exterior, e assim por diante. O danoso equívoco consiste em apontar o mal onde êle não está e em desviar os olhos de onde realmente está. Temos tido Presidentes, incluído o atual, de uma probidade pessoal inatacável, mas quase sempre coagidos por estranhas fôr- ças políticas ou de coração que fàcilmente se derrete como me- lado. Precisaríamos ser de tal inteireza de caráter que levássemos a êsses Presidentes, Ministros, Congressistas e Juizes, respeitosa- mente porque todos nos merecem respeito pelas funções de que se acham investidos precisaríamos não ter filhos para em- pregar, ou passar por cima do emprego dos filhos, e falar a lingua- gem do civismo, do patriotismo e até mesmo do são caráter. Os desajustados lucrarão mais com a ação dos governos prohos e in- flexíveis na austeridade e no resguardo dos dinheiros públicos, do que com a nossa pobre ajuda material de cristãos.
O Caso Chessmann
Em seu número de 21 de ou- tubro, "L'Osservatore Romano" publicou um telegrama de São José da Califórnia anunciando o pedido de adiamento da execu- ção de Chessmann feito ao Su- premo Tribunal. O jornal do Va- ticano fez seguir a notícia da se- guinte nota publicada em itálico: "Nós somos a favor da pena de morte. Isto não impede que nos lugares em que existe, como nesse caso, haja motivo de con- siderar a razão de seu rigor, es- pecialmente após um processo meticuloso de apêlos e julgamen- tos que pode durar, como durou para Chessman, onze anos. Mas é esta angustiante e lenta agonia de um homem, que por milagre não ficou louco, é esta pena mais terrível que a morte que, a nos- so ver, chama um povo civiliza- do à meditação mais consciencio- sa. Ninguém pode negar que qualquer ser condenado a onze anos de espera pela câmara de gás, chegado o momento desta, tenha expiado qualquer falta por mais grave que seja, porque ra- cionalmente não existe pena mais
Diretor-Superintendente: Mons. LUIZ GONZAGA LYRA Gerente: ANTONIO GUEDES DE HOLANDA ANO XLII Fundador: DOM ANDRE ARCOVERDE Rio de Janeiro, 13 de Dezembro de 1959 Administração e oficinas: RUA REAL GRANDEZA, 248 BOTAFOGO TELEFONE 26-0339 N. 2.232
O que é o Instituto Social da Pontifícia U. Católica
Sua Irradiação no Brasil e no Exterior Palestra do Cardeal Câmara
"Não basta escolher uma prof fissão... E' indispensável esco- lher uma Escola". Assim começ folheto do Instituto Social, òtim mente situado em Botafogo, mai exatamente na Rua Humaitá, 17' E esteja certo de ter concorfido para o bem do consulente, ao for- necer-lhe tais informações. Ser assistente, social ou dedicar- se à educação familiar é exercer profissões modernas que, por isso nesmo, exigem orientação espe- cializada, como esta que nos veio la França para o nosso Instituto Social que foi fundado em 1987 visando dar a mocidade brasileira uma formação moral e técnica ca- naz de fazer dela um elemento to progresso social. Os poderes públicos, as grandes organisações sociais públicas ou particulares, reconhecendo a es- merada formação profissional, mo- ral e técnica, que se procura dar aos alunos do Instituto Social. Constantamente recorrem a êle so- licitando profissionais para seus quadros Orientação técnica Cursos para seus programas de especialização, etc. A irradiação do Instituto Social se faz sentir no Brasil e no ex- terior através da atuação dos seus ex-alunos. Verifica-se essa irra- diação pelo seguinte: Das 28 Escolas de Serviço So- cial, 4 foram organizadas direta- mente pelo Instituto Social, 8 fo- ram organizadas por ex-alunos e 16 contam atualmente na sua di- reção e corpo docente com o tra- balho de ex-alunos. A Divisão de Serviço Social da União Pan-Americana em Was- hington, E.U.A. é dirigida por ex-aluna do Instituto Social. Somente no Distrito Federal 18 campos de Serviço Social, em or- ganismos públicos, autárquicos e particulares, são dirigidos atual- mente por alunos formados pelo Instituto Social. Este já recebeu para treinamento em suas Escolas, bolsistas do Perú, Argentina e Pa- raguai.
Já ouviu falar nesse estabeleci- mento, caro ouvinte? Pois vo prestar-lhe alguns informes, e quem sabe? de utilidade. Poder acontecer qu alguém lhe peç conslho sobre a carreira a segui e, se tiver inclinação para servic
A DEDICAÇÃO DAS CATEQUISTAS DA LAGOA
Devidamente preparadas por um grupo de catequistas sob o comando do Pe. Feliciano Castelo Branco e a superior orien- tação de S. Excia. Revma. Mons, Luiz Gonzaga Lyra, terça-feira, dua da Imaculada Conceição, dezenas de crianças de ambos OS sexos fizeram a sua primeira comunhão. Acontecimento fes tivo que atraiu à Matriz de São João Batista da Lagoa, gran- de número de familias, foi nota destaque, que pode figurar com tinta escarlate, no calendário do Ano Catequético. Nas fotos, o Vigário da Paróquia e seu Auxiliar, ao alto entre me- ninos, e, em baixo, entre as meninas que participaram do Banquete Fucarístico.
Converte-se ao Catolicismo DOM SALOMÃO FERRAZ
UM "APOCALIPSE" DE 1250
Um manucristo do "Apocalip- se", ilustrado executado em 1250 na abadia de Santo Alba- no (norte de Londres), foi ven- dido por 65.000 libras na galeria Sotheby de Londres. O compra- dor foi o Sr. H. P. Kraus, de Nova York.
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A CRUZ
15-12-1959
O que vi: Estados Unidos e Canadá
No campo da educação e da ins- trução, o pais ainda tateia na visão dantesca da "selva oscura". As fôrças educativas da nação cada vez mais se dividem e se dis- tanciam, num jogo de palavras e de idéias, atirando-se uns contra outros, na veemência dos senti- mentos e das concepções estram- bóticas. Desassocia-se o todo, dissolve-se a homogeneidade, fomenta-se a cisão, alimenta-se a animosidade, com prejuízos incalculáveis para a educação e para 0 ensino: "ODIUM NOVERCALE". Por sua vez, os estudantes uni- versitários e secundários manifes- tam-se, sem o necessário amadu- recimento para pronunciamento deste jaez. Para isto, basta ler, aos domingos, "O Metropolitano", órgão oficial da U. M. E. Neste jornal, sem número e sem data, encontramcs as idéias mais esta- pafúrdias e absoletas, em seus ineditoriais. Além disso, uma sé- rie de entrevistas que tudo reve- lam, menos educação, vem tu- multuar os leitores, semeando a confusão e o descrédito. Até mesmo o português é atas- salhado, num verdadeiro atentado à gramática e à correção. Haja vis. ta o que êste jornal estampou na edição de domingo passado (o jornal não tem data) na primeira página: "Mercantiliza-se o ensino. aristocratiza-se-o, ou librita-se-u (o grifo é nosso) do jugo totalitá- rio ou privatista". Quem assim escreve, melhor lhe fôra o silên- cio. O assunto é sempre o mesmo: a escola pública. Mas acontece que a campanha da escola pública não é dirigida a quem de direito, isto é, aos poderes públicos. A campa- nha reduz-se a ataques constan- tes à Igreja Católica, como se Nonato Silva Igreja fôsse o estôrvo da escola pública no Brasil. A inciativa não parte sòmente dos estudantes. Educadores de "cartaz" aí também estão afina dos no mesmo diapasão. Pode-se provar esta assertiva com a entre- vista do Prof. Anísio Teixeira pu- blicada no Metropolitano de do- mingo passado. Neste trabalho o Prof. Anísio Teixeira ocupa-se por completo de intriga entre a Igreja e o Estado, entre os edu- candos e o povo. Faz uma longa análise de uma entrevista de um jesuita mineiro, padre José Cân- dido de Castro. Outro educador, Prof. Paschoal Leme, já por mim citado em artigo anterior, In mais de 10 páginas, na "revista brasiliense" número 25, trata es- pecialmente de atribuir à Igreja Católica o fracasso do ensino, vol- tando-se cruamente contra o pa- dre Arlindo Vieira, também je- suita. Não vejo razão por que edu- cadores e estudantes vivam a po- lemicar sobre tão árido assunto. Aqui deixo uma sugestão: os estudantes dediquem ao preparo, da inteligência, com mais ardor e proveito, para melhor servir ao país num futuro próximo; os edu- cadores promovam uma campanha para o aumento das escolas, ao invés de querer destruir o que já existe de real e duradouro.
Setor Santa Virgo Virginum
A Congregação Mariana da 1.0 Tesoureiro Imaculada Conceição e São João des Corrêa; Batista da Lagoa, realizou sua eleição para o período 1959/60, assim constituida: Domingos Se. Presidente: Argeu de Olivei ra Alves; 1.º Assistente queiros Alves; 2.º Assistente reira; 1.º Secretário Hélio Dias Mo- Letancio Mur- ta Gaspar de Oliveira; 2.º Secretário Pedro Ivo; Waldemar 2.° Tesoureiro Zogbhi; Eurico Fernau- Roosevelt A posse solene foi realizada nu dia 8 de Dezembro, na Missa de 19,00 horas, quando houve recер- ção de novos candidatos. Conselheiros: Dr. Edmundo Perry-Prof Al- fredo Balthazar da Silveira Dr. José Lopes Pereira de Carvalho Dr. Plácido Modesto de Melo Inácio Soares de Miranda Geraldo da Silva Lima e Manoel de Souza Barbosa.
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Reabilitação
Creio que os leitores já conhe- cem a Associação Brasileira Bene- ficente de Reabilitação. Inúmeras vezes eloquentes vo- zes e penas capazes tém, através da imprensa, rádio e televisãe, procurado mostrar o que é e para que serve a A. B. B. R.. Na modestia de minhas possi- bilidades, procurarei colaborar, através destas colunas, divulgan- do um pouco mais a A. B. B. R.. O que é e para que serve? A resposta é da própria Asso- ciação: "Organização particular, filantrópica, para atender os vi- timados pela Parilisia Infantil reeducar o indivíduo atingido por defeitos congêneres, doenças ou acidentes que prejudiquem sua capacidade física, dentro das pos- sibilidades materiais dos recursos da medicina de que dispuzer e da vontade de DEUS e com FINA- LIDADE de melhorar a sua capa- cidade física, dando-lhe instrução escolar, profissional e meio de ganhar a vida, promovendo tanto quanto possível sua Reabilitação." Quando começou? Foi fundada em 5 de agosto de 1954, tendo surgido dos esforços de homens como por exemplo, ο Dr. Fernando de Lemos. Como se mantém? De contribuições particulares, sendo que esporàdicamente recebe alguma subvenção, como as da Legião Brasileira de Assistência e do Ministério da Saúde, que, somadas, atingem cêrca de dois milhões de cruzeiros. Estas verbaş se destinam à construção de uma oficina ortopédica. Tem alguma dificuldade esta Associação? Alguma não, inúmeras. As principais a destacar: O terreno não é próprio; está cedido a título precario pela Pre- feitura do Distrito Federal. A.A. B.B.R. luta para consegui-lo. Se falta pessoal habilitado por cursos? Promove, sim. Existe a Escola de Reabilita- ção que mantém o curso de Fi- sioterapia. Mas, também éste curso luta com dificuldades, pois a A. B. В. R. ainda não conseguiu oficiali- zá-lo e está envidando esforços neste sentido. O curso tem a duração de très anos e exige o término do segun- do ciclo colegial. Esta Escola de Reabilitação foi fundada a 17 de setembro de 1957. Este ano sai a primeira turma de Fisioterapêutas. Como funciona a A. B. B. R.? Através de seis departamentos; Administrativo, Serviço Social, Médico, Terapia, Vocacional e profissional e Obras e planeja- mento. departamentos com muitas sub- divisões. E' possível conhecer melhor, bem como visitar a A. B. B. R. Como não? Só mesmo visitan- do-a ou conhecendo-a melhor é que se pode bem ajuizar o seu val- lor. Faça-o e ficará convencido de que deve ajudá-la, de algum mo- do. Seu enderêço; Rua Jardim Botânico, 660 Telefone: 26-4281. Verá, logo à entrada, um cartaz que diz: "Conto com Você". As dificuldades financeiras são grandes. As dificuldades com pessoal ha- bilitado e que queira ajudar tam- bém não são pequenas.. Queremos aqui destacar o tra- balho das "Legionárias" e das "Ca- narinhas", senhoras e senhoritas que se empenham a fundo para que a A. B. B. R. não promove as suas finalidades. O curso é teórico e prático. As principais cadeiras são Eco- nomia doméstica, Ciências Sociais. Higiene e Medicina Scoial, Or- ganização e Método, Formação Etico-Religiosa. As alunas fazem estágios super- visionados onde aprendem a rela ção com os deficientes, a sua re- educação e a sua reintegração na sociedade. O curso de Educação Familiar é de três anos, em nível supe- rior, que forma para uma dígna profissão a educadora, destinada a promover a elevação da famí- lia em todos os níveis sociais. Para isso recebe, em ambiente quadas, um profundo conheci- mento da missão da mulher no lar e na sociedade. O curso é teórico e prático. As principais cadeiras são Eco- nomia doméstica, Ciências Sociais. Higiene e Medicina Social, Di- reito, Higiene e Medicina Social Psicologia, Doutrina Social, Di- reito, Higiene e Medicina Social Serviço Social nos seus Processos. Os estágios, devidamente super- visionados, são realizados em di- versos campos e concomitantes com a teoria. A eficiência da formação de As- sistentes Sociais em nosso Curso, sem desmerecer de outros existen- tes, comprova-se pelas ótimas classificações que os ex-alunos do Instituto Social tem obtido em Instituições Públicas, Autárquicas e Paraestatais, como o INIC, SESI, IAPI e LBA. Como o número de profissio- nais desse tipo é bastante limita- do e as necessidades são múlti plas, os diplomados contam com amplas possibilidades de coloca- cão e possibilidades de trabalho. E porque é grande a influên cia pessoal dos que exercem tais profissões e enorme sua responsa- bilidade, a formação em ambos os cursos merece e recebe exce- cionais cuidados. Estará agora, caro ouvinte, con- vencido da importância deste as- sunto?
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A CRUZ
11121980
SEÇÃO FUNDADA PELO PE. ARTHUR COSTA Um Pouco de Tudo CATEQUESE E BIBLIA escreve ANTONIO GUEDES DE POLANDA
1914 Fortaleza, ameaçada enı pelos romeiros do Pe. Cicero Ro- mão, teve a sua defesa confiada a um militar e prestigioso chefe político. Conta-se que êste homem, de tanto tomar tabaco, era fanho- so como velho gramofone. Quan- do ia falar, fugiam-lhe as palavras pelas narinas, obstadas em sua passagem natural pela nicotina e o sarro. Vendo a cidade na iminência de invasão, o roufenho comandante reuniu em praça pública, solda dos, voluntários, o povo enfim, para transmitir-lhes, num discurso inflamado, a palavra de ordem. Falando mesmo pelas ventas, num solfejar descompassado de taboc: rachada, disse horrores do inimigo Alteando a voz, num supremo es- fôrço, e, com ela, o corpo para fir- má-lo na ponta dos pés, perorou: "Preparemo-nos, meus amigo para combater os jagunços de Jua- zeiro! Preparemo-nos! Preparemo nos... e vão!!" Boa piada: E VÃO... êle ficari. na "moita" aguardando os acon- tecimentos. Se a vitória scrrisse, teria as glórias, pois, era o coman- dante; caso contrário, arribaria :. tempo com os seus teres e have- res. Depois do discurso do chefe, tô. da a tropa entregou-se ao desâni. mo e ao deboche; os voluntários trataram de cair fora, arrenegan- do do comandante. Em conse- quencia, os fanáticos apoderaram- se da Cidade, de onde já havia fugido o fanhoso coronel da resis- tência. 0- Igualzinho ao velho tabaqueiro do Ceará, deve ser o chefe civil ou militar da ridícula intentona da semana transatta. Os outros, os hero's do nada,os bôbos, "cava- leiros da triste figura", obedece- rem-lhe a voz de comando, foram. Lêle? Ficou e passou a ser nin- guém porque alguém não vai que- rei ser o general-em-chefe de se melhante comédia. E os demais que tinham dado a sua palavra; firmado de pedra e cal, o compromisso de voar tam- bém rumo a Arragaças? Seguiram (o que é perfeitamente explicá- vel), o exemplo do comandante, repetindo para os próprios notões a frase insensata do precavido: "Preparemo-nos, e vão!" O Presidente Kubitschek 1iu da palhaçada, comentando com os intimos: (.. "Engraçado: eles se revoltam e correm para a gente correr atrás deles". A estas noras, todos já devem estar arrependidos do papelão vendo toda a opinião pública (e quera, sabe se até o êmulo do 1 bacucio?) condenando a bader- na. Desta vez, até o Veloso perdeu o rebolado, pois, é nenhuma a es- perança de voltar, para ser rece- bido triunfalmente por lacrime- jantes figuras de certo eleitorado feminino. -0- Até hoje ninguém pode atinar com a razão da sem razão da ba- derna. Quanto à corrida para o Oeste é até certo ponto compre- ensível, porquanto em sentido contrário poderiam os herois cair nágua. E' preciso um historiador, com o gênio de Miguel de Cervantes afim de gravar para a posteridade o significativo episódio, dizendo dos motivos psicológicos que leva ram os destemidos oficias a Ara- gaças. Bem experimentado, Velo so já havia descoberto ser alí o eixo em que se deve meter a ala- vanca para tirar o Brasil do abis- mo. Só mesmo um Cervantes re- petimos seria capaz de explicar tudo, tintim-por-tintim. Na verdade, sente-se nos nossos "valientes", aquela predisposição de espírito e o mesmo entranhado amor do heroi manchego, a quem parecia necessario, "tanto para o acréscimo de sua honra como para serviço da república, fazer-se ca- valeiro andante". D. Quixote perdeu-se nos romances de cavalaria, "que a ler passava as noites de claro em claro e os dias de turvo em turvo; com o muito ler e o pouco dor- noir se lhe secou de tal maneira cérebro, que perdeu juizz" Com os nossos herois sucedeu cousa semelhante. De tanto on- vir fanfarronadas e confabulações, noites e dias, perderam o senso. A Editora dos Paulinos nos ofe- rece mais uma obra para enrique cer a bibliografia Catequética. Trata-se de um livro do Padre Meyer, intitulado "CATEQUESE ILUSTRADA PELA BIBLIA". O assunto não é própriamente no- 'vo em sua substância é novo co- mo contribuição para aliment 'os métodos de Catequese já exis- tentes. A Sagrada Escritura iá en- Pe. Feliciano Castello Branco tra necesariamente no curriculo XV ANG ELHO de qualquer doutrinacão, porque ela é o acervo dos argumentos dormáticos e a história mesma da Redencão, seia como preparacão realizacão (Novo Testamento). bras de Reconstrução da Matriz (Antico Testamento) seia como de São João Batista da Lagoa Importâncias recebidas pelo Vigário Mons. Luiz Gonzaga Lyra, Quantia já publicada Venda de 781 kilos de jornais e revistas D. Conceição Lessa e D. Antonieta Lessa Ramos D. Dulce Cortes (1.2 prestçaão) D. Isabel Pereira Pacheco Agostinho Fraga Anônimo Anônimo Antonio Jacinto da Silva D. Palmira Menezes Pereira de Carvalho D. Yolanda Pereira de Carvalho Gambardella D. Celia Regina Carvalho Rocha de Oliveira Dr. José Lopes Pereira de Carvalho Manoel Moreira da Costa Reis D. Maria do Carmo Capela Fontinha Dr. João Batista dos Santos Fabio Marques Neves TOTAL A novidade da obra do Padre Mever está em ser um subsídio ex. 130.240,00 celente para as catequistas no pre- 4.686,00 paro para suas aulas. Ao elaborar 100,00 o plano das aulas as catequistas 2.000,00 teriam que respigar os textos da 20,00 Bíblia, ou para demonstrar a for- 500,00 ca da palavra divina como prova 500,00 de um ponto doutrinário ou para 1.000,00 motivar 0 desenvolvimento de 50,00 uma verdade a ser ensinada. Es- 1.000,00 te trabalho vem facı itado no li- 1.000,00 ve do Padre Meyer. Temos a 1.000,00 mania de subestimar trabalhos 1.000,00 que não sejam do teor do nosso 200,00 íntimo. Esquecemos todavia que 500,00 não se pode ser completo em tu- 100,00 do que se refere mesino a nossa 200,00 especialidade. Há contribuições (3.° DOM. ADV. S. JOÃO I, 19-28)/ Agora são os fariseus que enviam emissários a São João para saber se ele é o Messias. Ele diz claro que não é. Os Judeus tinham são João em grande conta, porque era realmente um homem de envergadura especial. Simples, modesto, austero, firme, puro. Completamente diferente dos sacerdotes judáicos. Sua enverga- dura constituia uma exceção tal que o julgavam um emissário especial de Deus, o próprio Messias. Nós nos admiramos como os Fariseus tivessem corrompido a idéia do Messias, diante deste depoimento de São João Evangelista, respondendo aos emissários, disse claro "não sou Elias, nem profeta, nem Messias". "Sou apenas uma voz que aponta alguém que é maior que eu, que batisa no Espírito Santo, que vem comunicar uma vida especial, uma vida divina. Este nã oé conhecido. Quero que conheçam, porque ele é que o enviado de Deus, Sou apenas seu precursor e preparador de seus caminhos". Democracia Cristã que surgem de todos os lados pa- tence, pelo Estado de S. Paulo, ra nos ajudar o espírito na perfei conclusões centrais do recente ção de nossa própria obra. Congresso Internacional da De- mocracia Cristă, realizado na ci dade de Lima. O pariamentar pau- lista comentou essas conclusões. especialmente a que recusa o regi- me de livre emprêsa tal como a considera o regime jurídico vigen te e o que é para o futuro. Em 16 de novembro, o sr. Frane. Aparteado pelo Sr. Carmelo D' co Montoro, deputado federal, co- Agostino, que fêz a defesa da li- municou à assembleia a que pe vre emprêsa, o orador afirmou que "o marco da emprêsa capitalista é precisamente o regime de liberda- de, mas em favor daque'es que têm na mão a maior soma do