Relatório Pastoral Indiginista Anglicana

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Relatório Pastoral Indiginista Anglicana

2024

RELATÓRIO DA PASTORAL INDIGINISTA ANGLICANA (PIA)

2003-2006


RELATÓRIO DA PASTORAL INDIGINISTA ANGLICANA (PIA)

(Relato do presidente )

AO XXX Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

INTRODUÇÃO

Este Relatório, é apenas um Relato muito suscinto

  • por parte de seu presidente, da caminhada da PIA neste interregno sinodal que vislumbra uma atuação muito pequena em virtude de uma série de dificuldades que passam por problemas não só financeiros, mas acima de tudo por falta de recursos humanos e prin- cipalmente pela falta de apoio de nossas lideranças, sejam elas dio- cesanas ou provinciais.

A nossa Pastoral Indiginista Anglicana (PIA), tem como principal objetivo a busca do resgate da cultura e dignidade dos povos indígenas nas regiões onde nossa Igreja atua, como por exemplo, a região de Erechim (Diocese de Santa Maria), a região de Viamão (Dio- cese de Porto Alegre), a região do Tocantins (Diocese de Brasília) e a região do Distrito Missionário do Oeste (DMO). Nestas regiões atuam pessoas que podemos considerá-las "indiginistas" pois dedicam-se com amor e entusiasmo por esta causa com apoio ou não da estrutura de nos- sa Igreja.

O Grupo de Trabalho Missionário Evangélico (GTME), como grupo interdenominacional ao qual a PIA está ligada, busca repen- sar a evangelização e a missão, particularmente na relação com os po- vos indígenas. Parte-se do entendimento de que a existência dos indi- genas é fator fundamental para repensar a sociedade mundial, reinven- tar valores e trilhar caminhos para uma vida sustentável e saudável / para todos. Considera-se que a atuação indiginista deve estar articula- da com diversos movimentos - sociais, políticos, ambientais - e inter-

preta que o caráter ecumênico que está demarcado pelos membros do GTME e consequentemente pelos membros da PIA é consoante ao respeito que nutre pelas religiosidades indígenas.

Com as Pastorais (entre elas a nossa PIA) assumindo as ações diretas em aldeias, cabe ao GTME articular e contribuir para o for- talecimento deste campo de missão dentro das Igrejas parceiras.

A atuação do GTME e da PIA, como pastorais indiginistas, ainda que movidas por um "espírito protestante", não se limita a denunciar problemas ou atender a demandas, não aceitando o papel de substituto / do Estado. Pretendemos como pastoral, intervir propositivamente, acre- ditando que DIREITOS e PAZ são fatores dinâmicos das relações huma- nas e necessitam ser buscados e construídos na história e nas sociedades.

IDENTIFICANDO COMO DIFICULDADES, LIMITAÇÕES, OBSTÁCULOS AO

DESENVOLVIMENTO DO GTME, DAS PASTORAIS E EM ESPECIAL A PIA,

no exercício de seu papel, na realização da sua missão:

Em minhas andanças pelo Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Rio Grande do Sul e em especial onde atualmente temos um trabalho de apoio a projetos ou apenas exercendo uma Pastoral de Convivência, tenho conversado e ouvido muito de nossos "heróis indiginistas" e por isso, / tenho percebido as dificuldades, as limitações e os obstáculos e os pe- rigos que enfrentam estes nossos irmãos nesta caminhada por acreditarem nesta causa que envolvem nossos irmãos e irmãs indígenas. Por isso, que ro pontuar aqui neste Relato, algumas delas no exercício de seu papel, na realização da sua missão:

  • pastoral restrita a um pequeno número de igrejas.

  • falta dinheiro, falta proposta, falta chamar atenção para sua atuação. Se é das Pastorais, deveria ser mantido por estas Pas- torais.

  • A Pastoral Indiginista foi assumida efetivamente pela IECLB, Me- todista e um pouco pela nossa Igreja. (AMBEM A SPI)

  • Nossas Igrejas não perceberam a importância de dar atenção às / temáticas sociais.

  • Falta uma equipe ou um pequeno grupo com a tarefa de interagir, IN LOCO; nossos missionários sentem-se sozinhos.

  • Falta unidade de pensamento. Falta reconquistar pessoas. Forma- ção não corresponde à expectativa das pastorais.

  • Missionários (indiginistas) deveriam ser assumidos pelas igre- jas, assim como custos de passagens, para cursos, assembléias e viagens. áreas.

  • Não se está conseguindo efetivamente articular nossas pastorais.

  • Não conseguimos ser solidários com os indígenas no dia-a-dia.

  • Alcance nas igrejas é limitado. Não há genuíno interesse das / próprias igrejas na existência das Pastorais.

  • Não se reserva recursos no orçamento. Não somos capazes de reno- var os militantes.

  • Limitações financeiras, humanas: deve-se também à estrutura da própria igreja, ao pouco caso, tem outras prioridades.

  • Os que estão à margem das igrejas encontraram espaço dentro do GTME, mas muitos, se fecham.

  • E quanto aos Índios; "É um povo bom, mas são muito divididos".

PRESSUPOSTOS PARA UMA PASTORAL INDÍA EFICIENTE

Sinto-me animado, a sugerir alguns pressupostos para a nos- sa Pastoral Indígena Anglicana. Faço isso, diante da minha experiência nestes anos de caminhada com o GTME e principalmente por acreditar em uma Pastoral de Convivência com os Povos Indígenas:

  • A PIA deve definir alguns pontos prioritários a serem estabele- cidos como forma de fortalecer seu próprio trabalho e relação com outras pastorais.
  • Aproximação com as outras instituições (pastorais) aproveitando os espaços de trabalho das mesmas.
  • Conquistar espaço interno à Igreja Anglicana no sentido de co- brar um maior compromisso da Instituição frente à problemática indígena e possibilitar uma contribuição Humana e Material com o GTME.
  • Realizar um trabalho intensivo de motivação d'aqueles anglicanos (clérigos ou leigos) que simpatizam ou pretendem desenvolver um trabalho de apoio aos povos indígenas.
  • Mobilizar os membros simpáticos à Causa Indígena com o objetivo de ampliar o espaço a Igreja.
  • Após esta articulação, questionar de forma enfática, o que a Igreja quer com relação a Questão Indígena.
  • Necessidade de assessorias da GAME ou de outras pastorais. Refle- xão sobre a Causa Indígena. Capacitação e Formação dos membros através de Cursos de Iniciação.

MISSÃO - IDENTIDADE - RELAÇÕES - PROCESSOS - RECURSOS


CONCLUINDO

Concluindo este Relatório e de uma forma muito pessoal, do ponto de vista, do presidente atual da PIA, gostaria de enfatizar a importân- cia desta Pastoral para nossa Igreja. Entendo que a Igreja deva fazer uma séria reflexão sobre a validade de ser mantida esta Pastoral. Se mantida, deve haver uma renovação em sua diretoria, em sua coordenação atual. Creio que deve-se aproximar o mais possível as pessoas que estão atuando nas diversas regiões ou dioceses e daí formar-se uma nova coor- denação e uma nova diretoria (se necessária) para a continuidade desta Pastoral. Dou muita ênfase na participação dos senhores bispos em suas dioceses, onde atualmente se desenvolvem trabalhos com projetos defi- nidos ou apenas de apoio à Causa Indígena.

Este Relatório está sendo feito antes da Consulta GTME/Igreja / Anglicana que se realizou no dia 26 próximo passado, antes do início do nosso XXX Sinodo Geral. Espero que esta Consulta tenha contribuído / para nossa reflexão sobre a nossa PIA. É uma pastoral que quer caminhar junto com as demais pastorais da Igreja. Depende de nós, depende das / lideranças de nossa Igreja.


Relatório de Atividades

Atuação Com Povos Indígenas Vale do Arinos

Meses: Maio A Dezembro de 2005

Conhecimento da realidade cultural e economia dos povos, com censo econômico por casas nas aldeias (Kayabi) e nova (Mundurucu). Estudo sobre o povo Mundurucu como atividade do GTME, acompanhamento do estudo sobre o povo Kayabi, visando produção do material informativo para p GTME/COMIN/PIA. Articulação com parceiro assessorado diretamente os povos como organizações governamental e não governamental. Apoiando as comunidades na busca de novos conhecimentos que preservem o meio em que vivem e garanta a sua autonomia de maneira sustentável. Elaboração de Projetos com participação direta dos povos buscando sustentabilidade dos mesmos. Exemplo: Projeto enviado ao Ministério do Meio Ambiente já aprovado, inicio da implantação de agricultura familiar com cultivares tradicionais indígenas. Viabilização com o governo Municipal e Funai para inicio das roças comunitárias, conseguimos com estas parcerias 11 hectares de roças com cultivares tradicional indígena. Articulação com técnicos da Empaer para a assessoria e análise de solo. Brasil. Visita a assessores do Gera, para viabilizar cursos de coleta e manejo de castanha do Construção de Barracões que será executado em 2006, porque o Ministério do Meio Ambiente não tem data para pagamento do projeto. Assessoria a comunidade na formação e registro de uma associação de mulheres indígenas. Participação no Curso de capacitação para trabalho indigenista promovido pelo GTME e rede metodista de educação IPA. Assessoria e acompanhamento de lideranças indígenas no curso de Como elaborar, coordenar e prestação de contas de projetos de agro-extrativismo promovido pelo Ministério do Meio Ambiente.

Por hora é isto e um grande Abraço, envio cópias em anexo para o Bispo Almir.

Wilson Pereira Aguiar Agente Indigenista

Juara, 07 de Março de 2006. A.D MATO GROSSO


FOTOS DA AÇÃO PASTORAL DA PIA NO MATO GROSSO

PASTORAL INDIGINISTA ANGLICANA

VISTA DE UMA ALDEIA INDÍGENA COM AQUECIMENTO SOLAR

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Cachoeira-Aldeia Apeac

ANCE RADOURO DE CHEGADA NA ALDE


CHEGADA DE BARCO NA ALDEIA Kayaby

REUNIAO NO PATIO DA ALDEIA

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PREPARO DA REFEIÇÃO - PEIXE ASSADO

ALGUNS CURUMINS DA ALDEIA


CASA DO CACIQUE

COMPIVA Usina de óleo de Castanha

SEDE DE COMPIVA - BENEFICIAMENTO DE CASTANHA EM AS ALDEIAS: KAYABY - MUNDURUCUS - NINCT'S EM JUARA - MT.


Carregando Castanha do Pará. Agosto Ajuda COMPIVA, onde WILSON COOLDENA

WIESOM-LEAR Indigenas Mt. Colhendo arroz NOSSO INDIGINISTA WILSON DA DAB


RIO - Teles Gires Curumins da aldeia apiacá e/Wilson.MT

UMA BOA Posição com os CURUMINS DA ALDEIA

Olhem bem que bela xuxa mamando MULHERES, CRIANÇAS, WILSON COLHENDO ARROZ


BAKAIRI - Povo On DANGA - Mato GROSSO


Consulta com Igreja Metodista sobre Pastoral Indigenista

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Diálogo com COMIN e IECLB


Seminário "Políticas Indigenistas e a participação das Pastorais"

Campanha Semana dos povos Indígenas na foto: palestra em escola pública de Cuiabá-MT


Visita da Kerkinactie - na foto: com executiva do GTME na Casa do Estudante Indígena - Cuiabá/MT

Visita da PWRDF - na foto: participando da abertura do Jogos Indígenas Pareci Haliti - aldeia Pareci/MT


capacitação de indígenas do programa de Instalação de Usina de Castanha da COMPIVA

Inauguração da Usina - na foto, dentre outros o Prefeito de Juara, Bispo Anglicano e presidente da COMPIVA

Projeto Cantuária • Biblioteca Digital Anglicana