Sementes - Meditações diárias de 1° de julho de 2008 a 31 de dezembro de 2008
Sementes - Meditações diárias
Julho
1º de Julho
Terça-feira Números 21, 4-9; 21-35 Salmo 118 Atos 17, (12-21) 22-34 Lucas 13,10-17
Tempo da Graça
Muitas vezes quando nos deparamos refletindo so- bre o que tem acontecido em nossa vida nem sem- pre nos lembramos de dar Graças a Deus ou de pensar como recebemos tal Graça. Por certo, pelos nossos próprios atos não seriamos merecedores, mas somente e tão somente pela misericórdia dEle é que recebemos essas Graças.
O Evangelho nos apresenta o milagre da cura, uma Graça alcançada por uma mulher doente por dezoito anos. O dia era um sábado, e o que fazer? Com certeza Jesus era conhe- cedor da lei, contudo ouviu as palavras do dirigente da Sina- goga “há seis dias em que se deve trabalhar. Venham para ser curados nesses dias e não no sábado”.
Jesus mostrou que o Tempo é da Graça, e que a Graça de Deus nos santifica e por ela podemos sentir sua proteção, paz, amor, restaurar nossos relacionamentos. Jesus aponta para necessidade de vivermos algo diferente, e para isso é preciso se envolver e ser parte. Que Cristo nos faça sentir vivendo esse Tempo da Graça em nossas vidas.
“Rendei Graças ao Senhor, porque ele é bom”. Salmo 118,1. Maurício José Araújo de Andrade
2 de Julho
Quarta-feira Números 22,1-21 Salmo 106, 1-18 Romanos 6, 12-23 Mateus 21, 12-22
A Fé é o firme fundamento
Recordo-me da história de uma mulher negra nos Es- tados Unidos, seu nome era Rosa Parks, essa mulher um dia estava sentada num ônibus, na cidade de Alabama, e um homem branco chegou para ela e disse “le- vante-se negra porque eu quero sentar” ela recusou-se a le- vantar, foi presa e pagou uma multa. Mas a partir desse ato nasceu uma nova consciência e esperança.
A atitude de Jesus na porta do templo com certeza foi necessária para mostrar um novo caminho, para apresen- tar uma nova esperança “minha casa será chamada casa de Oração”.
A fé que moveu Rosa Parks a sonhar com uma esperança nova foi o fundamento de sua caminhada. Cristo nos chama a ter fé. A confiar. Para que possamos alcançar caminhos mais profundos. (vv.21).
Aonde temos firmado nossa fé? Que nossa fé seja sempre o fundamento de nosso caminhar com Cristo. Maurício José Araújo de Andrade
3 de Julho
Quinta-feira Números 22,21-38 Salmo 125 Romanos 7,1-12 Mateus 21,23-32
Caminhando e Confiando
O grande escritor chileno Pablo Neruda tem um poema que em uma das partes diz ”Morre lenta- mente quem evita uma paixão. Morre lentamente quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho”.
Em muitos momentos de nossa vida é preciso responder sim ao chamado de Deus sustentado apenas na confiança nEle.
De outro lado, muitas vezes nos sentimos tão bem aco- modados que não desejamos caminhar para nenhuma mu- dança ou buscar algo diferente. Às vezes, parece que para- mos de sonhar.
Na palavra do Salmista “os que confiam no Senhor são como monte de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre” (Salmo 125,1).
Para aonde estamos caminhando? Quais os nossos novos sonhos? Qual a nossa nova paixão?
Vamos adiante Caminhando e Confiando no Senhor. Maurício José Araújo de Andrade
4 de Julho
Sexta-feira Números 22, 21-38 Salmo 128 Romanos 7,1-12 Mateus 21, 33-46
A construção
Há três anos atrás construímos um edifício de três andares e essa construção levou alguns meses para ficar pronta. O que mais impressionou foi o tem- po que levou para preparar os alicerces, a fundação para sus- tentação do edifício.
Com certeza temos construído planos, sonhos, e se eles são colocados em boa fundação, se for construção bem alicerçada, poderemos ver os frutos.
Há alguns anos atrás participei do lançamento da pedra fundamental da Paróquia da Anunciação em Campo Verde, Mato Grosso - Distrito Missionário. Parecia algo tão distan- te de imaginar o que temos ali hoje, um belo Templo e Salão Paroquial, e muito mais que isso, uma comunidade que se construiu na base firme e fundamental da fé e da esperança renovada.
Que tipo de construção estamos realizando em nossa vida? Que tipo de material temos usado?
“Bem aventurados os que temem ao Senhor”. Salmo 128,1 Maurício José Araújo de Andrade
5 de Julho
Sábado Números 23, 11-26 Salmo 134 Romanos 8, 1-11 Mateus 22,1-14
Convite e oportunidade
Há algum tempo atrás li em um jornal a notícia do casamento da filha de um grande empresário em São Paulo. O casamento aconteceu na Catedral da Sé na noite de sábado, porém desde à tarde interditaram toda área para limpar as escadas, mais de 400 homens de segurança circulavam em seus termos pretos. Em determi- nado momento os convidados começaram a chegar, e claro a atrair a atenção daquelas pessoas que moram na rua e que passam a noite na praça da Sé, e cada vez mais ia se ajuntan- do mais pessoas que vivem da rua para presenciar aquela cena. Em certo momento chegou o carro da noiva, ainda com mais segurança, e todas as pessoas que estavam na rua, e que não eram os convidados gritavam: Parabéns, Felicida- des, Sejam Felizes.
Essas pessoas que gritavam não receberam convite, mas tiveram a oportunidade de participar. Ë possível que muitos que tenham recebido seus convites não tenham tido essa oportunidade. O que estamos fazendo com o convite e as oportunidades que o Senhor tem nos dado de servir e nos sentirmos parte do novo povo de Deus, povo resgatado pelo sangue e incluído na nova aliança, Você é um convidado especial. Maurício José Araújo de Andrade
6 de Julho
Domingo Números 24,1-13 Salmo 143 Romanos 8,12-17 Mateus 22,15-22
Cumprindo a Missão
“Que importa que ao chegar eu nem pareça pássaro. Que importa que ao chegar eu venha me arreben- tando, caindo aos pedaços, sem aprumo e sem beleza. Fundamental é cumprir a missão e cumpri-la até o fim”.
Qual a nossa missão? O que estamos fazendo? Com que temos nos comprometido? Recordo quando desde criança ouvirmos o dito “daí a César o que é de César” como que dizendo cada um tem sua responsabilidade, tem seu com- promisso.
Quando criança eu fui escoteiro, e lembro-me de que ao receber uma missão tínhamos cada um que fazer o máximo para realizar, e alcançar a missão a ser realizada, era algo que nos envolvia e fazíamos com muita paixão.
Recordo de uma palavra de Dom Helder “que importa que ao chegar eu nem pareça um pássaro, sem aprumo e sem beleza, importa é cumprir a missão e cumpri-la até ao final”.
Desejo que juntos pensemos, como temos cumprido nossa missão?
Vamos buscar a força, a paixão, a vontade, o desejo, para realizarmos o que temos sido chamados a fazer.
“Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus”. Salmo 143, 10. Maurício José Araújo de Andrade
7 de Julho
Segunda-feira Números 24,12-25 Salmo 144 Romanos 8,18-25 Mateus 22, 23-40
Onde está o nosso amor?
“Ame o Senhor de todo com todo seu coração. Ame ao seu próximo como a si mesmo”. Mateus 22,39. Onde está o nosso amor? Jesus reafirma o amor como sinal de revelação e testemunho de tudo que Deus fez. Esse sinal reflete a beleza, o brilho, a grandeza de Deus. Onde está o nosso amor? “O fruto do Espírito é o amor”. Gálatas 5:22, 23.
Há algum tempo atrás li uma reportagem que o autor, um renomado administrador e professor, Shephen Kanitz dizia “se ensinarmos que servir não é degradante, mas um raro prazer, construiremos uma sociedade sólida. Uma na- ção de cidadão comprometidos”.
Penso que se ensinarmos também que o amar ao próximo é uma expressão da beleza criativa de Deus poderemos sentir o doce sabor de ter “vida e vida em abundância”.
Onde está o nosso amor? Maurício José Araújo de Andrade
8 de Julho
Terça-feira Números 35;1-3,9-15,30-34 Salmo 5,6 ou 10,11 Romanos 8:31-39 Mateus 23;13-26
Fariseus: muita “aparência” e
pouca “santidade”!
Os fariseus eram admirados e temidos pelo povo. Ad- mirados por sua sabedora e conhecimento. E te- midas pelas atitudes excludentes e preconceituosas.
Jesus sabia disso. Por isso, a dureza de suas palavras contra os fariseus. Ao invés de servirem como modelos para o povo, os fariseus se consideravam os “intocáveis” da santidade religi- osa. Não eram acessíveis como mestres, pois, em verdade, com sua conduta arrogante, mais menosprezavam o povo e sua fé singela. Os “critérios” de santidade farisaica afastavam qualquer possibilidade dos pobres (“desprovidos” da benção e da graça de Deus), dos doentes (“castigados por seus pecados”) e de alguns trabalhadores de profissões consideradas “impu- ras” (pastores, médicos, publicanos, etc.) atingirem a santidade e o sentimento de comunhão com Deus. Assim entendemos as duras palavras dos versos 13 e 14. E você, quer “ser santo” ou apenas “parecer santo” já é o suficiente? Eduardo Grillo
9 de Julho
Quarta-feira Deuternômio 1:1-18 Salmo 119:1-24 ou 12, 13, 14 Romanos 9:1-18 Mateus 23:27-39
A embalagem até que é boa,
mas o conteúdo... socorro!
O tema da santidade prossegue hoje. E Jesus “pega pesado” com os fariseus. O Senhor os chama de “sepulcros caiados”! Bonitinho por fora, mas chei- os de podridão no seu interior. A crítica de Jesus é violenta, mas precisa: Houve (e ainda há) muita gente, desde o tempo dos fariseus, que gosta de agir de forma arrogante, pretensi- osa, achando-se espiritualmente superior aos demais. Até em nossas paróquias isso pode ocorrer. Conhecer a Bíblia, decorar versículos, empostar a voz para fazer longas orações... Tudo isso vira hipocrisia e falsidade se não for, de fato, alicerçado na vivência do amor compassivo, da justiça, da solidariedade com os pobres e com os sofredores. Uma espiritualidade sem serviço, sem caridade e compromisso com quem está fora da vida em sociedade, é uma mentira. Os fariseus, “santos demais”, excluíam e menosprezavam o povo simples. E Jesus os reprovou. Cuidado! Porque, às vezes, querendo ser “exageradamente” santos, acabamos ficando muito parecidos com os fariseus. Eduardo Grillo
10 de Julho
Quinta-feira Deuteronômio 3: 18-28 Salmo 18:1-20 ou 18:21-50 Romanos 7,1-12 Mateus 21,23-32
Fim dos Tempos?
Há muitos cristãos que vivem apregoando o “fim dos tempos’, também popularmente chamado de “fim do mundo”. Há igrejas que falam mais nisso do que no amor, na justiça, na paz, na caridade e solidarie- dade cristãs. Claro que isso acontece porque a Bíblia nos apresenta passagens que dão margem a esse tipo de aborda- gem. Muitas pessoas confundem as profecias bíblicas (jul- gamento daquilo que está errado e anúncio das coisas boas de Deus para o seu povo) com previsões, como se fosse o “qua- dro da Meteorologia” dos jornais da TV; “amanhã vai acon- tecer isso, depois de amanhã aquilo...”. O trecho do Evange- lho de hoje foi escrito para animar a igreja, violentamente perseguida pelo Império Romano. Foi escrita para sustentar na fé e na esperança os primeiros cristãos, ainda incapazes de reconhecer a grandiosidade dos planos de Deus para a Igreja e para a humanidade. A palavra forte é perseverança, cora- gem de prosseguir no caminho de Deus. Eduardo Grillo
11 de Julho
Sexta-feira Deuteronômio 31:7-13, 24 -32:4 Salmo 16, 17 ou 22 Romanos 7,1-12 Mateus 21, 33-46
Previsão do futuro ou
retrato de um passado?
Lemos outro texto “cabeludo” no Evangelho destinado para hoje. Uma passagem dramática, que exige aten- ção e prudência para uma boa compreensão do seu significado. Muitas pessoas teriam a tentação de ler (ver) nesse texto uma “previsão” feita lá no passado de coisas que estão acontecendo em nossos dias. Mas será que é bem assim?
Esse tipo de percepção já foi experimentada pela igreja, em outros tempos. Sempre que há situações de conflito, violên- cia, guerras, essas idéias ressurgem com toda a força: “isso já estava escrito...”. O capítulo 24 de São Mateus tem uma pers- pectiva apocalíptica, sim, mas não fatalista. Não foi escrita para assustar, e sim para animar, para encorajar o povo de Deus nos seus momentos de dificuldade. A Bíblia é o recado amoroso e fortalecedor do Senhor para nós. Não foi escrita para nos amedrontar, mas para nos dar forças para vencer o medo, a morte e o mal. Eduardo Grillo
12 de Julho
Sábado Deuteronômio 34: 1-12 Salmo 20, 21 ou 110:1-7, 116, 117 Romanos 10:14-21 Mateus 24:32-51
O Servo feliz em seu Deus
O ponto decisivo para uma verdadeira compreensão desta passagem do Evangelho segundo São Mateus, indicada para hoje é o versículo 46: “Feliz deste servo, que o seu senhor, quando chegar, o encontrar ocupado em seu serviço”. Os textos desses últimos dias nos falaram de fidelidade, obediência e humildade no serviço do Senhor. Combatem a arrogância espiritual e nos convidaram a esperar no Senhor e seus desígnios. Com intensa dramaticidade, os textos referentes à perseguição dos cris- tãos e sua resistência e perseverança nos animaram em nos- sa caminhada pessoal de fé.
Os mistérios de Deus são insondáveis. O tempo de Deus é a eternidade. Nosso papel, como discípulos de Jesus, o Fi- lho amado, não é ficar adivinhando o “tempo” do Senhor. Não é fazer o papel de Deus. Pelo contrário, se fizermos a nossa parte estaremos agindo bem. Pois o Senhor sempre cumpre as suas promessas. Nas palavras atribuídas a Santo Agostinho: “Sem Deus, nada podemos. Sem nós, Deus não quer!”. Eduardo Grillo
13 de Julho
Domingo Josué 1,1-18 Salmo 63: 1 - 8 (9 - 11), 98 ou 103 Atos 21,3-15 Marcos 1,21-27
Para um viver bem cristão
Que “mandamentos” seriam importantes para quem deseja superar as mediocridades do cotidiano? Ei- los: 1. Gostar do que faz, melhorando o desempe- nho a cada novo dia, o mais-ou-menos devendo ser conside- rado um veneno mortal; 2. Evitar as bajulações que é coisa de quem nem tem segurança nem competência; 3. Falar de intimidade junto a pessoas com quem você trabalha é deselegante, além de muito prejudicial, na grande maioria das vezes; 4. Nunca ter receio de fazer e errar, posto que só se cresce através de erros e acertos; 5. Estar, sem medo, prepa- rado para as mudanças, com a certeza de ser ridículo todos os ontens que retornam tal e qual; 6. Saber diferenciar o que é importante do que é urgente, bem escolhendo entre as duas classificações; 7. Demonstrar sempre uma simpatia au- têntica, sem afetações; 8. Ser pontual, a marca do respeitador dos compromissos dos outros; 9. Estar sempre preparado para o inesperado; 10. Perceber-se sempre sobrepairando acima das mediocridades do cotidiano, lembrando-se que não se deve atirar pérolas aos porcos. Fernando Antônio Gonçalves
14 de Julho
Segunda-feira Josué 2,1-14 Salmo 144 Romanos 11,1-12 Mateus 25,1-13
Prudência e insensatez
Vivemos na era das enganações as mais diferenciadas. Que independem de sistemas econômicos, escolari- dade e renda, raça e religião, sexo e ideologia. Ilude- se hoje abertamente, utilizando os mais diferenciados meios e métodos, da praça pública à televisão, passando pela Internet, universidades e organizações não-governamentais. Vitimando os desligados de sempre, sempre vitimados pelos que buscam levar vantagem em tudo. Na lista das enganações se destacam, hoje, as futurologias mais desvairadas, os histerismos ideológicos, as religiões televisivas que oferecem mundos e fundos através de coletas faraônicas; as homeopatias e alopatias que prometem maravilhas. E mais: as ostentações físicas; a novelação televisiva, choramingadora umas vezes, noutros momentos asfixiando uma sadia sexualidade; o ci- nismo da caridade dita solidária; e os cultos religiosos descriativos, mais interessados na coleta que na conversão. Tudo requerendo diferenciar bem a prudência da insensa- tez, com uma coragem nunca anestésica. Sabendo fazer a luz, nunca esperando escurecer. Fernando Antônio Gonçalves
15 de Julho
Terça-feira Josué 2,15-24 Salmo 45 ou 47, 88 Romanos 11,13-24 Mateus 25,14-30
Talento e compromisso social
Para ser um cristão talentoso, compromissado com a Mensagem do Homão da Galiléia, oportuna é a lição de Hayakawa, um analista de comportamento: “Se você vê somente o que qualquer um vê, pode-se dizer que, além de ser muito representativo da sua cultura, você é também víti- ma dela”. Preguiça, ignorância e incompetência não são ar- mas para quem busca transformações sociais conseqüentes e duradouras. Admiremos, para também poder conquistar, aquilo que Blaise Pascal definia como “esprit de finesse”. E que difere substancialmente nos que se imaginam muito acima das divindades, sócios de Deus, alguns até sósias, igual- zinho aquele abobado cheio de reais que entrava nas igrejas de óculos escuros para Deus não lhe pedir autógrafo. Junte- mos as nossas migalhas de esperança. Vejamos os caminhos já percorridos e os que não mais satisfazem aos desafios evangelizadores atuais. E verifiquemos as forças que nos res- tam, especialmente as que fundeiam a dignidade de todo ser humano, para que possamos ingressar num novo tempo com a fé sempre renovada em Jesus de Nazaré. Fernando Antônio Gonçalves
16 de Julho
Quarta-feira Josué 3,1-13 Salmo 72 ou 119.72-96 Romanos 11,25-36 Mateus 25,31-46
Diretrizes para ser mais cristão
Como aprimorar uma cristianidade que reflita a capa- cidade de desenvolver competências evangelizadoras, aprofundando a espiritualidade e ampliando uma convivialidade prazerosa? Algumas diretrizes robustecem a cristianidade: 1. Quando perder, não perca a lição; 2 Lem- bre-se que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte; 3. Não permita que uma disputa por questões menores destrua uma amizade; 4. Quando per- ceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigí-lo; 5. Abra seus braços para as mudanças, sem abrir mão de seus valores; 6. Uma atmosfera de amor em seu ambiente é fundamental para a vida; 7. Compartilhe ampla- mente o seu conhecimento, uma maneira de alcançar a imor- talidade; 8. Seja gentil para com a Terra; 9. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo ex- cede o amor que cada um precisa do outro; 10. Entregue-se total e irrestritamente nas mãos de Deus. E tenha sempre em mente o pensar do saudoso João Cabral de Mello Neto: “E não há maior resposta que o espetáculo da vida”. Fernando Antônio Gonçalves
17 de Julho
Quinta-feira Josué 3,14-4,7 Salmo 18:1-20 Romanos 12,1-8 Mateus 26,1-16
Lição do rio
Uma lição para reenergizações diárias: “E o rio corre sozinho. Vai seguindo seu caminho. Não necessita ser empurrado. Pára um pouquinho no remanso. Apres- sa-se nas cachoeiras. Desliza de mansinho nas baixadas. Preci- pita-se nas cascatas. Mas no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho. Sabe que há um ponto de chegada. Sabe que seu des- tino é para a frente. O rio não sabe recuar. Seu caminho é seguir em frente. É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegan- do no mar. O mar é sua realização. É chegar ao ponto final. É ter feito a caminhada. É ter realizado totalmente seu destino”.
A vida da gente deve ser como a do rio. Sem pressa nem atropelos, sem represar. Sem ter medo da calmaria, enfren- tando as cachoeiras. Correndo do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada. Um sábio disse: “A vida é como o rio. Por que apressar? Por que correr se não há necessidade? Por que empurrar a vida?” Fernando Antônio Gonçalves
18 de Julho
Sexta-feira Josué 4,19-5,1, 10-15 Salmo 16, 17 ou 22 Romanos 12,9-21 Mateus 26,17-25
Orientações na Ceia
Fico a imaginar, numa solenidade, a estupefação geral diante de uma advertência feita pelo Chefe Maior, co- mandante de tudo e de todos: “Saiba controlar seu des- tino, senão alguém fará isso por você, de uma maneira sempre perversa”. E repetiu o saudoso Abraham Maslow, um con- sultor famoso que oferecia seu talento na área comportamental: “Se você se contentar com menos do que pode ser, será infeliz pelo resto da vida”. O meu melhor Ami- go, Filho do meu Pai, já dizia, quando caminhava por estas bandas que aquilo que semeamos é o que iremos colher. Que todos se percebam autores e atores de uma mesma história, a cristã, que necessita ser continuada através da bravura de leigos e clérigos, as críticas necessárias se tornando concretas através de mecanismos de todo transparente. Muitos, por terem ficado passivamente observando o andar da carrua- gem, perderam a noção do que seja personalidade, com ela também se esvaindo o conceito de dignidade da pessoa hu- mana, impossibilitando-os de fazer cristãmente acontecer. Fernando Antônio Gonçalves
19 de Julho
Sábado Josué 6:1-4 Salmo 87 Atos 4. 32-5.11 João 2.13-25
Operação Limpeza do Templo
Jesus teve a intenção de “limpar” o Templo. E para isso desencadeou um pandemônio onde o barulho das lambadas misturavam-se com a irritação de suas pala- vras. Seu olhar não se enganou. Distinguiu perfeitamente os inimigos do Templo. Cristo desbaratou aqueles que faziam negócios à sombra do Templo, desorganizou suas transações. “Limpou” a Casa do Pai do dinheiro, dos seus sacerdotes e de seus cúmplices. Não usou de sutilezas, não aceitou a ob- jeção segundo a qual, afinal de contas, aquele mercado esta- va a serviço dos sacrifícios do Templo, e, por conseguinte “servia” para a glória de Deus. Seu furor, seu zelo pela Casa do Pai não lhe consentiam de acolher certas negociatas. Ti- nha um único objetivo: fazer cessar aquela liturgia que era uma blasfêmia. Cristo separou muito bem os amigos do Tem- plo dos mais perigosos inimigos. Às vezes somos hábeis em procurar os inimigos externos da nossa religião. Já descobri- mos, catalogamos, etiquetamos e combatemos. Temos de aprender com Cristo que muitas vezes os inimigos estão den- tro do templo, às vezes somos nós mesmos com nossa práti- ca cristã débil e comodista. Precisamos da operação limpeza do Senhor. Orlando Santos de Oliveira
20 de Julho
Domingo Josué 6: 15 - 27 Salmo 63: 1 - 8 (9 - 11), 98 ou 103 Atos 12: 30 - 23: 11 Marcos 2: 1 - 12
Gritai!
Josué diz ao seu povo: “gritai, porque o Senhor nos en- tregou a cidade” Ao ouvir as trombetas o povo gritou e os muros da cidade caíram.
Provavelmente o paralítico também deu um grito de ale- gria quando Jesus lhe disse “Filho, perdoados são os teus pecados”.
Muitos homens e mulheres em nosso país estão paralisa- dos diante das muitas dificuldades que têm encontrado para sobreviver.
Nas leituras de hoje vemos que o poder de Deus cura, liberta e produz a vitória de todos os que confiam nesse po- der.
Que possamos ser agraciados com o poder de Deus em nossas vidas, e gritar para que todos possam saber que o amor de Deus liberta da culpa do pecado. Sandra Maria Correia de Andrade
21 de Julho
Segunda-feira Josué 7: 1 - 13 Salmo 41, 52 ou 44 Romanos 13: 8 - 14 Mateus 26: 36 - 46
Santificai-vos!
As leituras de hoje nos levam a refletir sobre a santificação. Não basta ir aos domingos a igreja, fa- zer as orações diárias, dar o dízimo. Para ser um cris- tão autêntico, é preciso passar por um processo de santificação. Só assim seremos um instrumento de Deus na transformação do mundo.
No livro de Josué lemos que o povo perdeu a batalha por- que desobedeceu a Deus. Por isso a exortação à santificação.
Mas como podemos ser santos? Cumprindo o manda- mento de Deus. E qual é o maior dos mandamentos? Amar ao próximo como a si mesmo.
O amor nos liberta do pecado e nos torna santificados. Sandra Maria Correia de Andrade
22 de Julho
Terça-feira Josué 8: 1 - 22 Salmo 45 ou 47, 88 Romanos 14: 1 - 12 Mateus 26: 47 - 56
Somos do Senhor
Uma das maiores fraquezas do ser humano é o julga- mento. Somos muito tentados a julgar os outros, e quando julgamos nos colocamos em uma posição superior ao outro.
A leitura de Romanos no exorta a termos cuidado com nossos julgamentos. Pois nós não vivemos para nós mesmos. Vivemos para o Senhor, e é Ele, e apenas Ele, que tem o poder de julgar. E Ele não nos julga, Ele nos aceita como somos. Com nossas virtudes e defeitos.
Ao acolhermos o que parece mais fraco, estamos sendo solidários e nos desfazendo de preconceitos, assumindo um compromisso com o outro.
Lembremos que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Portanto deixemos que cada um examine-se a si mesmo. Sandra Maria Correia de Andrade
23 de Julho
Quarta-feira Josué 8: 30 - 35 Salmo 119: 49 - 72 ou 49, 53 Romanos 14: 13 - 23 Mateus 26: 57 - 68
Liberdade e amor
Quando Cristo nos libertou do pecado, Ele nos fez livres para a vida. O que isso significa? Significa que somos livres para agirmos conforme nossa cons- ciência, para sermos felizes. Pois somos libertos para viver- mos uma vida abundante. Somos libertos pelo amor de Cris- to, e esse amor nos compromete a termos cuidado com o nosso próximo. Somos libertos pelo amor, para sermos ins- trumentos de amor.
Portanto, quando não nos julgamos superior aos outros nos libertamos do egoísmo e nos colocamos no lugar do outro.
Somos gratos a Deus porque, através do amor de nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nos mostra que temos muito valor e somos muito importantes para Deus.
O Reino de Deus consiste em paz e alegria no Espírito Santo. Sandra Maria Correia de Andrade
24 de Julho
Quinta-feira Josué 9: 3 - 21 Salmo 50 ou 59, 60, 66, 67 Romanos 15: 1 - 13 Mateus 26: 69 - 75
Recebei-vos uns aos outros
Com certeza não somos ingênuos o suficiente para achar que é fácil aceitar aquelas pessoas que são di- ferentes de nós. Mas as escrituras nos exortam a fa- zer exatamente isso. Exorta-nos a pautarmos nossa vida de acordo com o ensinamento do amor. Que implica em su- portar a fraqueza do fraco.
Em Romanos 15:7 lemos: “Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para a glória de Deus”.
Rogamos a Deus que nos faça um, para que o mundo saiba que Ele enviou Jesus.
“Alegrem-se e cantem as nações, pois julgas com retidão e guias os povos sobre a terra” Salmo 67: 4. Sandra Maria Correia de Andrade
25 de Julho
Sexta-feira Josué 9: 22 - 10: 15; Romanos 15: 14 - 24; Mateus 2