O Estandarte Christão - 09/1896
O ESTANDARTE CHRISTÃO
ORGAM DA EGREJA PROTESTANTE EPISCOPAL NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Assignatura: VOL. IV POR ANNO. $000
EXPEDIENTE Toda a correspondencia deve-se dirigir á CAIXA DO CORREIO, N. 47 O escriptorio da redacção acha-se na casa n. 95, rua Yatahy.
REDACTORES: Revd. Wm. Cabell Brown Revd. Americo V. Cabral Revd. Lucien Lee Kinsolving
Os pagamentos poderão ser feitos pelo correio.
RELAÇÃO DAS EGREJAS
A capella da Trindade
Rua dos Voluntarios da Patria n. 386 Porto Alegre Pastor: Rev. James W. Morris Junta Parochial: Raymundo José Pereira 1º Guardião. Alberto Wood 2º guardião. Bruno Mareco Thesoureiro. Carlos Hardegger Secretario. João Leirias
A capella do Bom Pastor
Rua Riachuelo n. 126 Porto Alégre Diacono: Rev. V Brande. CAIXA DO CORREIO, N. 5 Junta Parochial: Antonio P. da Silva Thesoureiro Pinto do Leão 1º guardião José P. S. Norte 2º guardião.
A capella do Calvario
Río dos Sinos Pastor: Rev. Antonio M. de Fraga Junta Parochial: André Machado Fraga 1 guardião. Maurilio M. de Moraes Sarmento 2º guardião Ernesto Gomes P. Bastos Thesoureiro Affonso Antunes da Cunha Secretario João Francisco de Souza Lucas M. de M. Sarmento. Galdino Antonio de Souza Antonio Prates de M. Sarmento Antonio Machado de M. Sarmento Firmino Prates de M. Sarmento roão Prases de M. Sarmento
A capella da Resurreição
São José do Norte Congregação ainda não organi- sada.
A capella do Redemptor
Rua Felix da Cunha n. 61 Pelotas Pastor: Rev. John G. Meem CAIXA DO CORREIO N. 64 Junta Parochial: Manoel G. de Castro 1º guardião Pedro d'Alcantara 2º guardião Alberto Jarrys Thesourciro Feliciano d'Oliveira Registrador Raphael A. dos Santos Belmiro F. da Silva Joaquim A. Froes Trajano de Moraes Ribeiro
Capella do Espirito Santo
Boa Vista Municipio de Pelotas Congregação ainda não nisada.
A Capella do Salvador
Rua 20 de Fevereiro, Esquina Villet Rio Grande Pastor Rev. W. C. Brown Residencia: 147 Rua Yatahy, n. 95 CAIXA DO CORREIO N. 47 Junta Parochial: Ernesto Alves de Castro Thesoureiro Angelo Catalane 1º guardião Antonio Alves Pinto 2º guardião João Vicente Romeu Secretario Antonio Gazzineo João Leonardo Germano. John Gay
A Capella da Graça
Viamão Pastor Rev. Americo V. Cabral José Luiz Ferreira Secretario João de Deus Rosa.
Bispo e seminario
O trabalho evangelistico reali- sado pela Egreja protestante epis- copal do Sul dos E.U. do Brazil tem chegado a um periodo de desen- volvimento, cuja saliencia impli- ca a satisfação de necessidades imperiosas, como sóem ser a con- sagração de um Bispo e a funda- ção de um Seminario Theologico. A primeira é uma necessidade necessidade de educação e de pre- paro.
A direcção pratica imprimida até agora pela Commissão Per- manente não pode deixar de ser provisoria.
Precisamos de um Bispo. Os directores actuaes da Obra, por melhores que sejam suas inten- ções, teem suas proprias paro- chias em que cuidar e não podem attender parallelamente a todos os pontos de trabalho, equili- brando os interesses das diversas parochias e imprimindo um curso methodico aos esforços da propa- ganda.
Em regra, e de direito, cada parocho terá de pugnar, com to- das as forças, por sua parochia; ora isto convém à direcção geral da Obra, aos interesses geraes da propaganda, os quaes requerem uma contemplação sapiente e, n'um sentido, egualitaria de to- dos os campos de trabalho.
Não é justo pois, agora, que conforme os relatorios, nossa Egreja progride admiravelmente, prival-a da alta funcção Episco- pal, parte tão integrante de seu organismo disciplinar.
Esta lacuna póde além d'isso deformisar muitissimo a obra da Convocação, pois que todo o sys- tema de leis e Canones que temos estabelecido, só terá resultados verdadeiramente proficuos quan- do estiver completo o nosso orga- nismo ministerial pelo preenchi- mento das tres ordens Bispos, Presbyteros e Diaconos.
A necessidade de um Semina- rio Theologico não se faz sentir menos que a de um bispo. Dizemol-o com a consciencia de quem trabalha ha cinco annos na obra da propaganda.
No momento em que a Egreja de Roma arregimenta-se para operar activamente em o novo periodo em que o Brasil vai en- rar um pouco sobre um costu- me que traz más consequencias e que a primeira vista não parece nada,
Ha o costume de, quando as cri- anças estão chorando, ou aborre- cendo-nos, prometter-lhes doces ou brinquedos, para que ellas se comportem. Mas a questão é que raras vezes se cumpre com seme- lhantes promessas!
E a consequencia d'isto é que as crianças aprendem a mentir! Ah! devemos sempre lembrar- nos que o exemplo é a melhor das lições!
Ha ainda outros pequenos cos- tumes que afinal se tornam gran- des males. Não é nosso intento analysal-os agora.
Uma cousa porém queremos di- zer antes de terminar estas li- nhas: Todas essas faltas e negligen- cias que vemos, muitas vezes, no lar domestico, são fructos da fal- ta de religião.
Muitos discordarão desta asser- ção porque dizem elles: <Nosso povo tem uma religião? Resta porém saber si essa religião é capaz de promover uma reforma dos costumes entre nós. Na me- dida de nossas forças trataremos d'isto no proximo artigo.
F. G. S.
O Confissionario
E' em verdade um instrumento inventado pelos espiritos malig- nos. Ahi, nessa intimidade, nesse téte-à-tête, na semi-escuridade do templo, é donde emana a deshon- ra dos maridos, a ruina da fami- lia, a perdição das moças. E quantas vezes em nossas ca- sas, commettemos faltas, negli- genciamos a educação moral de nossos irmãos e filhos, dando-lhes máos exemplos que mais tarde irão influir poderosamente em seus caracter. E' facto indiscutivel que os exemplo são uma grande cousa! E é na infancia que elles fazem maior impressão.
Tenhamos bem em mente estas verdades porque ellas nos devem interessar mais de perto, procu- raremos prestar mais attenção a es- tes assumptos e reflictamos sobre a poderosa influencia dos exem- plos.
Para que os leitores possão bem avaliar o que dissemos acima, que não devemos desprezar as pe- quenas cousas, vamos agora fal- sar.
A. V. C.
Viamão, Agosto de 96.
Reforma dos costumes
III
Dissemos que a familia é uma grande escola para a formação d'um bom caracter. Devemos po- rém notar que neste respeito, ha tambem excepções. Queremos di- zer que muitas vezes temos pre- senciado imperfeição na educação moral, ministrada em alguns la- res domesticos. Dirão que somos em extremo severo affirmando is- to, mas não, dizemos apenas a ver- dade, e embora ella seja dura é verdade.
Ha entre nós o costume preju- dicial de desprezar as pequenas cousas. Assim é que vemos fre- quentemente a negligencia em assumptos, que a primeira vista não parecem ter a importancia que realmente tem.
E a consequencia d'isto é que a essa impetuosa corrente de corrupção que tudo arrasta, que não respeita nem os sagrados la- ços nem a fidelidade do matrimo- nio.
E si a autoridade ecclesiastica é impotente para remediar um mal tão arraigado, para curar uma chaga tão profunda; si não póde pela mesma constituição da egreja prohibir que esses homens corrompam, nem habitos e costumes; si não é pos- sivel esperar por sua parte outra
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O ESTANDARTE CHRISTÃO
a E o povo se alegrou ao fazer nosso Pae, e que tem perdoado a cousa senão encobrir a maldade trazida por Jesus Christo. S. digo, que não pode ver o Reino para que faça maior estrago, en- João Cap. 1 Ver. 17. O corpo, po- de Deus, sinão aquelle que renas- viando de uma a outra parochia, rém, é o Pão da Vida, na lin-cer de novo. S. João Cap. 3, para que assim continuem semean- guagem Biblica e espiritual e, as- Ver, 3. Caro leitor: Já tendes do por toda a parte a deshonra, sim como o pão é o sustento do vós renascido de novo ? ou estaes orpo, assim tambem o Pão da prompto a responder nas pala- mancada vilmente pelos sacerdotes Vida é o sustento d'alma. Por-vras do proprio Nicodemos: do papa. que se não comerdes a carne e be- Guerra, pois, patricios, ao con- berdes o sangue do Filho do Ho- fissionario, que é a fragoa da des- mem, não tereis vida em vós mes- honra geral. mos. O espirito é que vivifica a car- (Do Expositor Christão) ne para nada aproveita; as pa- lavras que eu vos disse são espi- rito e vida. S. João Cap. VI Ver. 53 e 64 São as palavras que, aos seus disciplos, dirigiu o Senhor Jesus quando estes entendiam o seu discurso d'um modo mate- rial. O corpo, que é material, sus- tentado a Egreja e ouvido muitos sermões sobre o Evangelho, e es- Jesus Christo, oh! meu Senhor, Tua graça exaltarei; Sou pobre, indigno peccador, Mas amo a tua santa lei. Detesto em mim o vil peccado, Desejo a Ti bem agradar; Mas si não för por Ti guiado, Eu não sei sinão peccar. Abre bem os meus ouvidos, Deixa-me tua voz ouvir; Põe-me junto aos teus remidos, Para melhor eu Te seguir. J. A.C Rio Grande, 10 de Setembro de 1886.
Alguns pensamentos
Ao surgir pela primeira vez na arena da publicidade, ao lado d'a- quelles que teêm dignamente es- posto a santa causa do Evan- gelho de Christo, não posso dei- xar de sentir a humildade de mi- nhas aptidões, no est estreito circulo d'uma instrucção assás limitada. No entanto, será isso boa razão para que me detenha e, ensarió: lhando as armas da nossa mili- cia permittir que passem desa- percebidas, pela larga estrada do mundo, as multidões descuidosas do seu futuro destino? Decerto que não.
O nosso divino Redemptor na oração que nos deixou, chamada Pae Nosso, condemnou a confis- são auricular, ensinando-nos a pe- dir perdão a Deus. Perdoa-nos as nossas dividas assim como de nós perdoamos aos nossos deve- dores. Se orando-se com fé e ar- rependimento esta petição, Deus nos perdoa, como Jesus garante (S. Matheus 6:14) então não preci- samos aviltar-nos aos pés de um peccador para lhe implorar um perdão que só Deus póde conceder. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para te podermos offerecer todas estas cousas? Teu é tudo, o Senhor, e o que recebe- mos da tua mão nós isso mesmo te offerecemos.
Um templo em Viamão
Os leitores já sabem talvez que nossos irmãos em Viamão tratão activamente da construcção d'um templo evangelico n'aquelle lu- gar.
Não podemos nem devemos dei- xar de applaudir sinceramente semelhante ideia que é digna de todo o nosso apoio.
O fim que temos em vista ao es- crever estas linhas não é simples- mente dizer que a ideia é digna de nosso apoio, mas pedir este apoio, pedir a sympathia de todos os irmãos para esse bello tenta- tivo.
Irmãos! deveis bem compre- hender a importancia d'um tem- plo onde se pregue a verdade, on- de se fulmine o vicio, onde se pro- clame aquellas bellas palavras da vida, aquelles ensinos puros do Salvador, capazes de regenerar e edificar caracteres firmes e rec- tos.
Nossa patria precisa de cidadãos rectos, de caracter.
Temos certeza que o Evangelho tem o poder de promover um movimento regenerador, salutar para nosso paiz.
Devemos porém lembrar-vos que cada um de nós tem suas opportunidades de cooperar na obra gloriosa da extensão do reino de Nosso Senhor Jesus Chris- to em nossa patria. Estamos cor- rendo com nossas offertas para a edificação d'um templo em Via- mão, e assim cooperando com aquelles irmãos, podeis ter certe- za que cooperais tambem para o maior progresso do Evangelho em nossa patria.
Vamos irmãos! Vamos cada um trazer uma pedrinha e em breve teremos um templo em Viamão!
F. G. S.
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O ESTANDARTE CHRISTÃO
a E o povo se alegrou ao fazer nosso Pae, e que tem perdoado a cousa senão encobrir a maldade trazida por Jesus Christo. S. digo, que não pode ver o Reino para que faça maior estrago, en- João Cap. 1 Ver. 17. O corpo, po- de Deus, sinão aquelle que renas- viando de uma a outra parochia, rém, é o Pão da Vida, na lin-cer de novo. S. João Cap. 3, para que assim continuem semean- guagem Biblica e espiritual e, as- Ver, 3. Caro leitor: Já tendes do por toda a parte a deshonra, sim como o pão é o sustento do vós renascido de novo ? ou estaes orpo, assim tambem o Pão da prompto a responder nas pala- mancada vilmente pelos sacerdotes Vida é o sustento d'alma. Por-vras do proprio Nicodemos: do papa. que se não comerdes a carne e be- Guerra, pois, patricios, ao con- berdes o sangue do Filho do Ho- fissionario, que é a fragoa da des- mem, não tereis vida em vós mes- honra geral. mos. O espirito é que vivifica a car- (Do Expositor Christão) ne para nada aproveita; as pa- lavras que eu vos disse são espi- rito e vida. S. João Cap. VI Ver. 53 e 64 São as palavras que, aos seus disciplos, dirigiu o Senhor Jesus quando estes entendiam o seu discurso d'um modo mate- rial. O corpo, que é material, sus- tentado a Egreja e ouvido muitos sermões sobre o Evangelho, e es- Jesus Christo, oh! meu Senhor, Tua graça exaltarei; Sou pobre, indigno peccador, Mas amo a tua santa lei. Detesto em mim o vil peccado, Desejo a Ti bem agradar; Mas si não för por Ti guiado, Eu não sei sinão peccar. Abre bem os meus ouvidos, Deixa-me tua voz ouvir; Põe-me junto aos teus remidos, Para melhor eu Te seguir. J. A.C Rio Grande, 10 de Setembro de 1886.
Alguns pensamentos
Ao surgir pela primeira vez na arena da publicidade, ao lado d'a- quelles que teêm dignamente es- posto a santa causa do Evan- gelho de Christo, não posso dei- xar de sentir a humildade de mi- nhas aptidões, no est estreito circulo d'uma instrucção assás limitada. No entanto, será isso boa razão para que me detenha e, ensarió: lhando as armas da nossa mili- cia permittir que passem desa- percebidas, pela larga estrada do mundo, as multidões descuidosas do seu futuro destino? Decerto que não.
O nosso divino Redemptor na oração que nos deixou, chamada Pae Nosso, condemnou a confis- são auricular, ensinando-nos a pe- dir perdão a Deus. Perdoa-nos as nossas dividas assim como de nós perdoamos aos nossos deve- dores. Se orando-se com fé e ar- rependimento esta petição, Deus nos perdoa, como Jesus garante (S. Matheus 6:14) então não preci- samos aviltar-nos aos pés de um peccador para lhe implorar um perdão que só Deus póde conceder. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para te podermos offerecer todas estas cousas? Teu é tudo, o Senhor, e o que recebe- mos da tua mão nós isso mesmo te offerecemos.
Um templo em Viamão
Os leitores já sabem talvez que nossos irmãos em Viamão tratão activamente da construcção d'um templo evangelico n'aquelle lu- gar.
Não podemos nem devemos dei- xar de applaudir sinceramente semelhante ideia que é digna de todo o nosso apoio.
O fim que temos em vista ao es- crever estas linhas não é simples- mente dizer que a ideia é digna de nosso apoio, mas pedir este apoio, pedir a sympathia de todos os irmãos para esse bello tenta- tivo.
Irmãos! deveis bem compre- hender a importancia d'um tem- plo onde se pregue a verdade, on- de se fulmine o vicio, onde se pro- clame aquellas bellas palavras da vida, aquelles ensinos puros do Salvador, capazes de regenerar e edificar caracteres firmes e rec- tos.
Nossa patria precisa de cidadãos rectos, de caracter.
Temos certeza que o Evangelho tem o poder de promover um movimento regenerador, salutar para nosso paiz.
Devemos porém lembrar-vos que cada um de nós tem suas opportunidades de cooperar na obra gloriosa da extensão do reino de Nosso Senhor Jesus Chris- to em nossa patria. Estamos cor- rendo com nossas offertas para a edificação d'um templo em Via- mão, e assim cooperando com aquelles irmãos, podeis ter certe- za que cooperais tambem para o maior progresso do Evangelho em nossa patria.
Vamos irmãos! Vamos cada um trazer uma pedrinha e em breve teremos um templo em Viamão!
F. G. S.
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DO FUTURO DOS POVOS CATHOLICOS I
O ESTANDARTE CHRISTÃO
No Canadá, os grandes negocios, Dois, se fizer o favor de mel Continúa a reunião de mate- as industrias, o commercio, as principaes lojas nas cidades estão dal-os, um para a mamãe, e ou- tro para mim,» respondeu Nellie. nas mãos dos protestantes. << Aqui estão», disse o padeiro O Sr. Audiganae, em seus no- dando-os embrulhados em papel a taveis estudos sobre Les popula- sua pequena fregueza, que logo tions ouvrières de la France, saiu com alegria para a rua. nota a superioridade dos protes- < Mas, espere, gritou elle, tantes na industria, e seu teste- onde está o seu dinheiro ? >>> munho é tanto menos suspeito quanto não attribue esta superio- ridade ao protestantismo. <<< A maioria dos operarios ni- menses, diz elle, principalmente os que trabalham no fabrico do tafetá, são catholicos, emquanto que os chefes de industria e de commercio, os capitalistas, em summa, pertencem em geral á re- ligião reformada. « Quando uma familia se divi- de em duas partes, uma ficando do outro lado do estandarte dos doutrinas novas, nota-se qua- si sempre, de um lado, um incom- modo progressivo e, do outro, uma riqueza crescente. <<< Nos Estados Unidos, diz Toc- queville, a maior parte dos ca- tholicos são pobres. (*) Ouçamos o Sr. Hepworth Dixon, sobre cuja opinião de certo nenhum prejuízo de seita influe. Eis o que elle hiz em seu livro recente sobre a Suissa: Comparai, diz elle, um cantão protestante com um cantão catholico, Appenzell. Rhodes exteriores, por exemplo, e Rhodes interiores, e pro- nunciai o vosso juízo com pleno co- nhecimento de causa. Ha tanta differença entre estes dous meios cantões como entre o can- to de Berne e o de Valais. Na parte da baixa do paiz, as villas são de da classe protestante. >>> Ha menos instrucção entre estes que entre as familias laboriosas que se encontram está bem vestida. Na montanha, pelo contrario, po- breza e desolação por toda a parte. Encontram-se poucos aldeões. camponezes vivem em choças disper- sas aqui e acolá ao rés do chão, chí- queiros para os porcos e gados; por cima, quartos de dormir como em Biscaya e em Navarra. Estas choças são de solida construcção, mas nen- hum gosto presidio á construcção de tão grosseiros edificios. O meio cantão protestante torna- se cada dia mais rico e povoado; o meio cantão catholico está encharcado na pobreza e na fraqueza. Deus vae mandal-o, Mamãe»? e enchendo um sacco com pão e pasteis deu-o a Nellie. Não pre- ciso contar-vos a alegria d'ella, nem de sua volta para a sua mãe, porém quero apontar-vos uma li- ção desta historiasinha. Nellie tinha fé simples em Deus. Não somente pediu a Elle, mas esperava com confiança que Elle lhe desse o que pedira. Pode ser, se nós pedissemos com mais con- fiança, receberiamos com mais alegria. E póde ser que Deus tambem nos mande o que pedimos, se pedirmos com mais fé. Alguns de nós temos pedido a Deus mais fé e mais amor. Então devemos procurar estas bənçãos. «Logo fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Deus. Alguns de nós precisamos de graça para vencer o peccado que se encontra. se Nellie, com simplicidade. << Não tem dinheiro?« repli- cou o padeiro zangado. << Então porque veiu cá para tirar meu pão ? >> A menina assustada, disse en- tre lagrimas: <<Mamãe disse que Deus ia mandar-nos algum pão, e eu pensava que Elle o guardas- se aqui. Sabe onde Elle o guarde? Tenho tanta fome e Mamãe está doente, >> O coração do padeiro ficou com- movido pela pergunta da criança, e pensou em si: Talvez eu seja um dispenseiro do Senhor para dar pão a esta pobre mãe e filha», << Em Mazamet, o Elbœuf do meio da França, diz ainda o Sr. Audiganne, todos os chefes de in- dustria, excepto um, são protes- tantes, emquanto que a grande maioria dos operarios é catholica. Ha menos instrucção entre estes que entre as familias laboriosas que se encontram está bem vestida. Na montanha, pelo contrario, po- breza e desolação por toda a parte. Encontram-se poucos aldeões. camponezes vivem em choças disper- sas aqui e acolá ao rés do chão, chí- queiros para os porcos e gados; por cima, quartos de dormir como em Biscaya e em Navarra. Estas choças são de solida construcção, mas nen- hum gosto presidio á construcção de tão grosseiros edificios. O meio cantão protestante torna- se cada dia mais rico e povoado; o meio cantão catholico está encharcado na pobreza e na fraqueza. Deus vae mandal-o, Mamãe»? e enchendo um sacco com pão e pasteis deu-o a Nellie. Não pre- ciso contar-vos a alegria d'ella, nem de sua volta para a sua mãe, porém quero apontar-vos uma li- ção desta historiasinha. Nellie tinha fé simples em Deus. Não somente pediu a Elle, mas esperava com confiança que Elle lhe desse o que pedira. Pode ser, se nós pedissemos com mais con- fiança, receberiamos com mais alegria. E póde ser que Deus tambem nos mande o que pedimos, se pedirmos com mais fé. Alguns de nós temos pedido a Deus mais fé e mais amor. Então devemos procurar estas bənçãos. «Logo fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Deus. Alguns de nós precisamos de graça para vencer o peccado que se encontra.
Nosso pão de hoje
< O pão nosso de cada dia nos tão de hoje, «oravam uma mãe e fi- lha, ajoelhadas no seu pobre quar- tinho. Doente, e abatida, e com muita fome, a pobre mãe não sa- bia onde procurasse pão para co- mer. <<< Deus vae mandal-o, Mamãe»? e enchendo um sacco com pão e pasteis deu-o a Nellie. Não pre- ciso contar-vos a alegria d'ella, nem de sua volta para a sua mãe, porém quero apontar-vos uma li- ção desta historiasinha. Nellie tinha fé simples em Deus. Não somente pediu a Elle, mas esperava com confiança que Elle lhe desse o que pedira. Pode ser, se nós pedissemos com mais con- fiança, receberiamos com mais alegria. E póde ser que Deus tambem nos mande o que pedimos, se pedirmos com mais fé. Alguns de nós temos pedido a Deus mais fé e mais amor. Então devemos procurar estas bənçãos. «Logo fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Deus. Alguns de nós precisamos de graça para vencer o peccado que se encontra.
Donativos
Para a construcção da Capella da Graça em Viamão: Quantia publicada. 181$500 Sr. Octacilio M. de M. Sarmento.. 5$000 D. Adelaide L. T. Brande, Porto Alegre, primeira contribuição: Sr. Lucas Evangelista de M. Sarmento...... 5$000 Sr. José Teixeira Guima- rães.. 10$000 Bruno Mareco. 5$000 D.Maria Luiza Raymun- do... 5$000 D. Natividade Raymundo Sr. José Raymundo Pe- reira.. 1$000 Sr. Diogo Victorio d'Oli- veira. 1$000 D. Etelvina Roberta.... 1$000 Rev. Brown e S. Exma. esposa. 2$000 Sr. João Arthur Dubois 1$000 anonymo... 1$000 anonymo... 1$000 D. Maria Rosa da Silva 5$000 D. Margarida M. de Sou- sa 3$000 D. Maria Angelica Ma- chado. 1,5000 Sr. Adolpho T. Gonçalves 5$000 D. Candida Fraga. 5$000 D. Constancia dos Santos 5$000
Collecta feita pelo nosso digno amigo Sr. Herminio Feijó, em Viamão: Sr. Almerino Carvalho Pinto 2$000 D. Prudencia Duarte... 1$000 D. Corina Carvalho Feijó 1$000 D. Olinda Carvalho Fei- jó 1$000 Sr. Herminio de Sá Feijó 2$000 Sr. José de Freitas Ca- bral residente no mu- nicipio do Triumpho 10$000 Rev. J. W. Morris, P. Alegre... 10$000 Alguns de Sr. Bruno Mareco, Por- to Alegre.. 5$000
Total publicado...... 379$000
Carta de Pelotas
No dia 2 de Agosto, sendo o do- mingo da Santa Communhão, fo- ram admittidos pela primeira vez á Santa Ceia do Senhor na Capel- la do Redemptor, os seguintes no- vos soldados de Christo. Sr. João Alberto da Silveira e sua Exma. Sra. D. Eugenia Leo- poldina Moreira da Silveira; Sr. João Gonçalves de Castro; Sr. Arthur Balmelly; e Sr. João José Mendes.
O pastor pede a todos nossos ir- mãos suas orações por estes novos alistados.
Na primeira semana de Setem- bro tivemos o prazer de ter aqui connosco o Rev. W. C. Brown o seu Exma. familia. Elle pregou na Capella do Re- demptor nas noites de Quarta e Sexta-feira. Todo o dia e noite da Quarta- feira choveu torrencialmente, mas comtudo assistiram 32 pessoas. O serviço divino da Sexta-feira, em- bora não annunciado na Egreja, mas só de casa em casa, esteve muito concorrido. Na quinta-feira fez-se ouvir o Rev. Brown na Capella do Espiri- to Santo da Boa Vista. Todos os tres sermões foram muito bem acolhidos pelas respectivas con- gregações.
No dia 8 de Setembro no logar denominado Barbuda, alem das Tres Vendas, o Rev. J. G. Meem pregou pela primeira vez n'aquel- la visinhança. O serviço divino realisou-se na casa da Exma. Sra. D. Generosa Pires de Lima, e correu com todo o respeito e boa ordem. Assistiram umas 25 pessoas en-
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DO FUTURO DOS POVOS CATHOLICOS I
O ESTANDARTE CHRISTÃO
No Canadá, os grandes negocios, Dois, se fizer o favor de mel Continúa a reunião de mate- as industrias, o commercio, as principaes lojas nas cidades estão dal-os, um para a mamãe, e ou- tro para mim,» respondeu Nellie. nas mãos dos protestantes. << Aqui estão», disse o padeiro O Sr. Audiganae, em seus no- dando-os embrulhados em papel a taveis estudos sobre Les popula- sua pequena fregueza, que logo tions ouvrières de la France, saiu com alegria para a rua. nota a superioridade dos protes- < Mas, espere, gritou elle, tantes na industria, e seu teste- onde está o seu dinheiro ? >>> munho é tanto menos suspeito quanto não attribue esta superio- ridade ao protestantismo. <<< A maioria dos operarios ni- menses, diz elle, principalmente os que trabalham no fabrico do tafetá, são catholicos, emquanto que os chefes de industria e de commercio, os capitalistas, em summa, pertencem em geral á re- ligião reformada. « Quando uma familia se divi- de em duas partes, uma ficando do outro lado do estandarte dos doutrinas novas, nota-se qua- si sempre, de um lado, um incom- modo progressivo e, do outro, uma riqueza crescente. <<< Nos Estados Unidos, diz Toc- queville, a maior parte dos