As origens do episcopado e ministério episcopal na igreja primitiva
O texto explora as origens do episcopado e do ministério episcopal na Igreja Primitiva, analisando antecedentes pré-cristãos judaicos (como o 'mebbaqer' de Qumrã) e gentílicos, concluindo que não são determinantes. Examina evidências do Novo Testamento, com sete referências chave (1 Tim 3.1-7, Tito 1.7-9, etc.), destacando a permutabilidade entre 'episkopos' (bispo) e 'presbyteros' (ancião), e qualificações morais e doutrinais sem ênfase sacramental inicial. Discute documentos ecumênicos como BEM (1982) e Declaração de Cantuária (1976), que reconhecem a necessidade de um ministério de 'episkope' para a unidade, e a evolução para o ministério tríplice (bispo, presbítero, diácono). Aborda o testemunho dos Pais da Igreja, com Santo Inácio de Antioquia (c. 107 d.C.) como primeira evidência clara do monoepiscopado, enfatizando o bispo como presidente da Eucaristia, mestre da fé e líder conciliar.
