Princípios e Métodos
Esta tese, apresentada por Salomão Ferraz em 1915, defende a validade do batismo conferido pela Igreja Romana e propõe métodos para o trabalho evangélico no Brasil, um povo já iniciado nos rudimentos da fé cristã. Ferraz argumenta pela existência de uma só Igreja, diferenciando-a do papismo, e critica a recusa protestante em reconhecer fundamentos cristãos existentes, como o batismo trinitário, vendo nisso um obstáculo à eficiência missionária. Ele enfatiza a necessidade de iluminação e reconstrução espiritual, promovendo a glória de Cristo sobre sectarismos. Inspirado por pensadores como Goethe e Bruce, Ferraz relata sua jornada pessoal de dúvidas e convicções, formadas por estudo e observação. Ele advoga pela união orgânica dos cristãos no futuro, por meio da liberdade e respeito mútuo, centrando-se em Cristo e no Símbolo dos Apóstolos. O texto critica o materialismo papal e exalta o cristianismo evangélico como expressão fiel do Novo Testamento e da tradição cristã esclarecida. Preparatória à Conferência Missionária Latino-Americana de 1916 no Panamá, a obra busca remover barreiras desnecessárias entre ramos da cristandade, reconhecendo o batismo comum como sinal de iniciação na Igreja universal.