Reflexões sobre a Colegialidade Episcopal
O texto examina a colegialidade episcopal na Igreja Católica como tema teológico fundamental, analisando sua importância para o serviço profético da Igreja aos mais pequenos e para a transformação do mundo. Marcelo Barros retoma a eclesiologia do Concílio Vaticano II, particularmente a Constituição Lumen Gentium, que reintroduziu uma visão de Igreja como Povo de Deus e comunhão, resgatando elementos patrísticos esquecidos durante mil anos quando a Igreja era compreendida primariamente como sociedade hierárquica centralizada em Roma. O autor argumenta que a compreensão adequada das conferências episcopais e da colegialidade depende fundamentalmente de uma eclesiologia de comunhão, não de poder hierárquico, e apresenta análises exegéticas sobre o colégio dos apóstolos e o ministério de Pedro para fundamentar uma visão mais colegial e igualitária do governo eclesial.
